quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Umbanda

 UMBANDA

 UMBANDA - Uma religião Brasileira
A Umbanda foi trazida do plano astral ao plano físico em 15 de novembro de 1908. Apareceu no bairro de Neves - na então pequena cidade de Niterói. O mensageiro e fundador foi um espírito que se nomeou Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Indagado sobre o nome do culto religioso, disse: “Umbanda”. Quanto à significação do vocábulo, esclareceu: “Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade”. O médium daquela insólita presença, um rapaz, de apenas 17 anos de idade, chamado Zélio de Moraes.
Segundo o Dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, religião “é um sistema solidário de crenças e práticas relativas a coisas sagradas que unem em uma mesma comunidade moral todos os que a ela aderem”.
Com base nesse conceito, pode-se afirmar então que a Umbanda é uma religião.
É essencialmente brasileira, uma vez que, apesar de baseada em cultos africanos, ameríndios, católicos e espíritas, desenvolveu-se e consolidou-se num credo apropriado à evolução, temperamento, cultura e anseio do povo brasileiro.
Sua lei principal é resumida numa só palavra: caridade, no espírito do amor fraterno em benefício dos seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social, não podendo haver ambiciosos, vaidosos, mistificadores, pois estes, mais cedo ou mais tarde, são afastados da Umbanda pelos espíritos de luz.
Cada Casa, Tenda, Centro de Umbanda tem os seus respectivos dirigentes. Todas têm autonomia, isto é, são independentes umas das outras para evitar burocracia, sistematização, complexidades e, consequentemente, grandes erros.
Para uma pessoa encontrar o amparo e a orientação espiritual de que necessita, basta procurar uma casa adequada ao seu grau de evolução e frequentá-la. A Umbanda oferece muitas opções.
Todas as suas casas são locais de encontro do homem com Deus.
 

Gira de Cura

Gira de Cura
TRABALHOS DE CURA
"A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo estará, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada; mas, depende também da energia da vontade que, quanto maior for, tanto mais abundante a emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou Espírito. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são quais substâncias medicamentosas alteradas". (Kardec, 1975, cap. XIV, item 31)

Os efeitos da cura são extremamente variados: algumas vezes é lenta e reclama tratamento prolongado; outras vezes é rápida; as demais se colocam na faixa desses dois extremos.
Allan Kardec foi muito claro quando da abordagem sobre a mediunidade de curas e sua importância nos trabalhos espíritas. Escreveu vários ensaios sobre o assunto e enfatizou este tipo de mediunidade como um dos importantes fatores na divulgação do Espiritismo, pois, como ele mesmo disse, qualquer pessoa gostaria de ter seus males curados e buscaria os recursos necessários para isso. Se os Espiritas podem oferecer meios de auxiliar nesse campo, não há porque não fazê-lo. Sendo o Centro Espírita um pronto socorro da Espiritualidade, certamente que os Espíritos superiores buscam socorrer as pessoas por todos os meios e nada mais coerente que os centros espíritas se estruturem para colocar-se à disposição deles, a fim de que a obra divina seja realizada.
Da Preparação do Assistente (Paciente): Existindo na casa um trabalho específico para este fim, as pessoas naturalmente buscarão ser atendidas neste dia. Entretanto podem ser atendidas nos outros dias e serem devidamente encaminhadas.Lembremo-nos: todo o trabalho só se realiza por vontade do Pai, sem o que nada poderia ser feito. Deverá ser instruída para a necessidade de mudança de postura através do esforço íntimo de renovação.

Da preparação do ambiente: Antes dos trabalhos os médiuns deverão fazer uma prece (em grupo ou só) fervorosa e sincera, evocando a presença dos Orixás, Guias e Corrente médica espiritual para secundá-los na tarefa. Colocar-se sempre com muita humildade e conscientes da limitação de cada um. Lembremo-nos: o auxílio virá na dependência da nossa sinceridade de propósitos.
Fora o preparo dos fundamentos que são particulares de cada casa.

Da preparação do Médium:
O Espírito André Luís recomenda aos Médiuns/ Trabalhadores: 
Ter grande domínio de si mesmo;
Espontâneo equilíbrio dos sentimentos;
Acentuado amor aos semelhantes;
Alta compreensão da vida;
Fé vigorosa;
Profunda confiança no Poder Divino.
Deve, por outro lado, evitar as barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras, ou seja:
A mágoa excessiva
A paixão desvairada
A inquietação obsedante.
Eis algumas recomendações do Espírito Emmanuel:
Ajuda o trabalho de socorro sobre ti mesmo com o esforço da limpeza interna;
Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas das criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam;
Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro;
Não abuses, sobretudo, daqueles que te auxiliam;
Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos. 
PARA TRATAMENTO NA GIRA DE CURA

JesusCura2

Para "passar" na Gira de cura em nossa casa é necessário marcar com antecedência.
No dia dos Trabalhos é necessário:

- Estar vestido com roupas brancas

- Ervas calmas e/ou com poderes medicinais (Boldo do chile, Arruda, Alecrim, Guiné, Poejo, Canfora, Erva Doce, Erva Cidreira, etc)

- Vela Branca

- 02 lençois brancos

Corpo mediunico

Todas as casas Umbandistas tem sua maneira de trabalho, suas particularidades, sua identidade. Cada um segue seu ritual, seja ele próprio, de uma federação, dos dois e etc.
Esta página destina-se mais particularmente ao corpo mediúnico da casa. Onde cada trabalhador pode consultar nosso regulamento, mensagens, trabalhos e obrigações, e demais textos. 





DEITADA DE OXALA
Dentro de um ciclo de obrigações essenciais, está a Deitada de Oxalá, sendo um cerimonial com duração de 6 horas realizado duas vezes por ano, aos domingos, dia consagrado ao Orixá da sabedoria e do amor.
Esta é uma das obrigações de maior importância para o médium que a realiza, pois é uma chance quase una de contactar uma das vibrações mais pura de nossa querida Umbanda.
Estando o médium recolhido durante essas horas e após uma preparação que é feita antes de se recolher, tem este médium a condição de elevar-se mental e espiritualmente a padrões vibratórios inimagináveis por aqueles que ainda não a fizeram ou perderam a chance não aproveitando quando estavam prestando esta homenagem ao nosso Pai Maior.
Àqueles que futuramente terão a sua chance ou mesmo àqueles que quiserem repetir este evento, lembrem-se: é o melhor momento para rogarmos ao nosso Pai Oxalá por tudo aquilo que sentimos necessidade de mudar ou fortalecer em nossos corações as mágoas, o ódio, o desejo de vingança; que fortaleça nosso amor á caridade e também ao nosso melindre diante das provações e ingratidões que possamos ter pelo nosso caminho.
No mais, rogaremos tudo aquilo que sabemos que um Pai de misericórdia nunca negaria a um filho devotado e amado.

Orestes Dolcinotti Filho
Jornal da Tenda - Ano I - n.º 02 - março/abril-
97

O material necessário:
01 Esteira
02 lençóis brancos
01 Vela de 7 Dias Branca
02 Velas de Carnaúba
02 Copos de vidro (um para vela e um para água)
01 Garrafa de água mineral 03 Rosas brancas
01 Porta incenso
01 Caixinha de incenso
01 Tigela média
01 Tigela pequena
01 Quartinha branca sem asa
01 Prato branco
01 Guia branca com firmeza
Água de mina
Toalha Branca
Roupa branca

Os alimentos usados na mesa de Oxalá e para o almoço serão divididos entre os médiuns que irão deitar e os que irão ajudar.
 


BATISMO

Temos que ter em mente que o batismo significa o recomeço, o acordar para a religião em que você se propõem a seguir e a adorar.
Sabemos que o Batismo é algo sagrado e imutável, tão sagrado que em nossa Comunidade Umbandista é reconhecido que o Batismo (na Umbanda) será o primeiro laço "real" com as entidades, é onde a pessoa será apadrinhada pelos Guias Chefes da casa onde ela escolheu.
Nossa religião além de outras coisas é composta por cerimônias e energias extraídas da natureza, e para o Batismo são usados alguns materiais que irradiam e desprendem energias aos batizandos.
Durante a cerimônia que representa o inicio á religião, recebemos as seguintes bênçãos:- Energias de proteção e de irradiação luminosa para todos os lugares que andarmos, estando protegido de todo o mal para ultrapassar as dificuldades da vida.- A proteção que será dada durante a vida pelo plano espiritual; bênçãos da prosperidade e do crescimento interior; da preservação da vida;- A Justiça Divina, a chama que acenderá no coração a proteção aos aflitos; a benção dos presentes à nova vida dentro dos princípios Cristãos da Umbanda, benção a luz interior de cada um, luz a ser desvelada para que cheguemos a Deus.- A unção, que significa as bênçãos do PAI sobre seus FILHOS. A consagração desses filhos às entidades da Umbanda e a sua distinção entre os homens. Pois a partir do batismo eles serão membros da Grande Família Universal Umbandista.- A limpeza fluídica das impurezas e a preparação do "coração" para a jornada Umbandista, tornando-nos dignos de sermos Umbandista.
Os Padrinhos "materiais" são os representantes dos Guias Chefes da casa em Terra, eles irão ajudar na doutrina desse afilhado no caminho do bem e da responsabilidade, e irão interceder em tudo o que achares errado, em troca desse carinho o afilhado pede suas Bênçãos e jura respeitar e seguir seus conselhos por toda vida.

Para Batizar ou Confirmar:
Para confecção do certificado:
Entregar 01 Xerox RG - Com o nome dos Padrinhos atrás
01 Foto 3x4
Taxa do certificado para a Federação (o valor é passado na ocasião)

Para o dia do Batismo:
01 Pano de cabeça Branco
03 Rosas Brancas
01 Vela de Batismo
01 Guia de Batismo (Porcelana: 140 pedras vermelhas, 06 pedras verdes 01 pedra amarela e 1 firma vermelha) 
 Site Map 

Hierarquia e Funções
NOSSA ORGANIZAÇÃO

 
A hierarquia da Tupã Óca do Caboclo Tabajara é composta por:

C.C.T.: Comandante Chefe de Terreiro (Dirigente Espiritual) Morubixaba / Babalaô: é quem tem sob a sua responsabilidade a disciplina, a moral, o aprimoramento de seu terreiro.

Cambone Chefe (Usam a Letra CC): Pessoa de confiança do CCT, destinada a cuidar dos Orixás do mesmo, estando presente na realização de seus trabalhos. Zela pelos materiais da tenda e orienta os demais cambones.

S.C.C.T.: Sub Comandante Chefe de Terreiro - Abaréguaçu: São aqueles que, tendo passado por diversos graus, estão aptos a assumir a chefia do terreiro, possuindo as mesmas responsabilidades do CCT.

Ogans: são responsáveis pela parte harmônica da sessão, sendo peças fundamentais para a segurança dos trabalhos. São responsáveis pela chegada, subida e trabalhos dos Orixás e a firmeza do terreiro. Juntamente com os Ogans, está o (a) Curimba, pessoa encarregada de entoar os cânticos corretos, com altura e cadência harmoniosa, desde a abertura dos trabalhos até o encerramento.

C.T. : Chefe Terreiro - Abaré: são aqueles que irão receber sua primeira consagração de terreiro, assumindo um compromisso de fé com o CCT, alguns no caso estão  aptos a dar consultas e ajudar o corpo mediúnico nas horas de descarregos e trabalhos em geral.

S.C.T. : Sub Chefe de Terreiro – Abaré Mirim: são aqueles que já estão dando passes para que a incorporação de seus guias seja mais aperfeiçoada, e estão em preparo para as consultas.

T.: Terreiro – boja-guaçu: são aqueles que, tendo mediunidade, ingressam nas fileiras dos filhos espirituais do terreiro e já iniciam seu desenvolvimento espiritual.
I: Iniciantes – Boja-mirim: são os que iniciam na religião ou dentro de uma casa e começam a aprender os procedimentos, começam os estudos e iniciam na ajuda do corpo mediúnico.

Fiscais: são aqueles que zelam pelo bom andamento do terreiro, pelos materiais e pelos Orixás, organizando consultas, descarregos e passes. Os fiscais poderão ser divididos entre fiscais de assistência e fiscais de terreiro.
Por seguirmos esta hierarquia, devemos respeitar sem distinção todos os graus da organização.

RESPONSABILIDADES DAS LETRAS HIERÁRQUICAS


As letras de graduação trazem aos médiuns responsabilidades, algumas das quais relacionadas abaixo:

Mães e Pais Pequenos: sendo estes um Sub comandante, o próprio nome esclarece que ele é um substituto imediato do babalorixá. Portanto fica bem claro que ele deve ter sobre suas costas as mesmas responsabilidades que o babalaô tem; são elas:
- o cuidado para com os médiuns do terreiro (orientação, desenvolvimento)
- firmeza do terreiro
- direção de trabalhos especiais (giras de desenvolvimento, deitadas, entregas de obrigações do terreiro)
- essencial serem eles os terminais de fofocas (nos casos de pequenos problemas surgidos no terreiro, tem por obrigação envolver-se buscando a resolução do mesmo).

Abaré-guaçú: como Médiuns coroados, suas obrigações também se fazem grandes. São elas:
- organização de visitas aos médiuns com problemas de doenças ou afastamento sem justificativa óbvia (às vezes um problemas espiritual pode afastar um irmão que não sabe pelo que está passando. Lembremo-nos sempre que são nos momentos difíceis que necessitamos do auxílio de nossos irmãos).
- presença indispensável em giras de desenvolvimento.

Abaré: Estar presente principalmente nas giras de trabalho devido sua obrigação com as consultas.
- Estar presente nas giras de desenvolvimento
- Tratar dos materiais para consultas de seus Orixás bem como facilitar e ajudar nos materiais que foram passados para efetuar os trabalhos para seus consulentes.

Abaré-Mirim: Sua primeira obrigação se faz em mirar-se nas responsabilidades depositadas nas mãos dos S.C.C.T. e C.T. (aprender sempre com os erros e acertos de seus superiores).
- incentivar o estudo da Umbanda e sua mediunidade buscando sempre indagar ao CCT e SCCT suas dúvidas e problemas surgidos em sua mediunidade.
- Cambonar com carinho e dedicação os médiuns de consultas (é ouvindo que aprendemos).

Boja-guaçú e boja-mirim: Este são iniciantes e como tal tem a missão mais bonita e louvável de todas as letras. Sua obrigação é amar e respeitar as leis de Umbanda para que sua mediunidade seja usada em futuro próximo como um canal límpido para seus Orixás.

Para aqueles que acham que subir de letra é dar um passo à frente no terreiro, ou receber seus Orixás antes dos outros, ou ainda vangloriar-se diante de seus irmãos, sugerimos retornar à letra I. e iniciar de novo sua caminhada, pois esse já entrou no caminho errado para encontrar sua felicidade e sua missão




1) O médium tem que estar inteiramente disposto à pratica da caridade.

2) O médium se compromete a pagar sua mensalidade no valor e dia estipulado pelos dirigentes, a colaboração com a casa dos materiais utilizados para limpeza e firmezas do Terreiro. Na inadimplência dos mesmos terá ciência que estará sujeito a não poder fazer parte da gira. O pagamento do primeiro mês é feito no ato da entrada.

3) O médium se compromete no tempo de três meses providenciar seu uniforme de acordo com o conjunto do terreiro, nesse período é obrigatório estar trajado de branco e de preferência com a camiseta do Terreiro.

4) Nossos trabalhos serão destinados 100% para caridade, ficando proibido qualquer beneficio ou cobrança por qualquer tipo de trabalho espiritual dentro ou fora do terreiro, ficando desde já ciente da exclusão do grupo caso isso ocorra.

5) O médium deverá custear todos os materiais de seus guias bem como suas entregas e obrigações.

6)  Não será permitido: costumes, roupas ou utensílios de costume que o médium usa/usou em outra casa sem autorização do Guia Chefe. O uso de bebidas alcoólicas será apenas para vibração e oferendas á orixás e as autorizações para uso serão de acordo com sua letra hierárquica.

7) Todas as saudações aos Orixás, independente de pai ou mãe serão custeada por todos os membros do grupo.

8) É obrigatória a participação em todas as campanhas promovidas pela casa e a presença nos dias de estudos, bem como o aviso com antecedência de sua falta no dia de gira ou satisfação posterior caso não ter avisado antecipadamente.

09) São proibidos assuntos popularmente dito como “fofocas” que envolvam a casa ou médiuns ou outras casas de caridade.

10) É legalmente punível oferecer bebidas alcoólicas ou drogas de qualquer natureza (cigarros, charutos, etc.) á menores de 18 anos. Durante os trabalhos, caso algum médium venha a praticar tal ato, estará sujeito a suspensão ou expulsão do centro. 
Para fazer parte da T. O. do Caboclo Tabajara é primordial que se tenha AMOR á Deus, a todos os Orixás e pela Umbanda eRESPEITO aos Orixás e por todas as pessoas.

É imprescindível saber perdoar, amar seu irmão, estar disposto a ajudar e saber conviver em grupo e irmandade para fazer parte da Família Lírio Branco que junto ao seu aparelho Orestes sempre amou, respeitou e praticou a umbanda e o kardecismo com verdadeiro amor.
Leia bem e pense bem, a Umbanda é seriedade, é participação, é um compromisso.
Só faça parte se realmente amar esta religião, lembre-se que aquele que se atreve a praticar a caridade deve ter forças para suportar a ingratidão.

A DIRETORIA.




Preparação dos médiuns para o dia da Gira:
1) Evitar relação sexual neste dia;
2) Evitar comer carne vermelha;
3) Não ingerir bebida alcoólica;
4) Firmar Anjo de Guarda (vela branca de 7 dias, copo com água e orações);
5) Tomar banho de defesa;
6) Evitar brigas e discussões;
7) Vir para os trabalhos com o amor e respeito a Deus e aos Orixás.

Orações

SALVE RAINHA
Salve Rainha,
Mãe de Misericórdia,
vida e doçura esperança nossa salve!
A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia pois advogada nossa
esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
e depois deste desterro mostrai Jesus bendito fruto em vosso ventre,
ó clemente,
ó piedosa
ó doce e Santa Virgem Maria.
Rogai por nós Santa mãe de Deus.
Para que sejamos sempre livre do pecado,
protegido de todos os perigos
e dignos da promessa de Cristo. Amém

AVE MARIA
Ave Maria,
cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres
e bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
Amém.

ORAÇÃO PAI NOSSO
Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome, Vem a nós o vosso reino,
Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no Céu,
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,perdoai as nossas ofensas,
Assim como perdoamos a quem nos tem ofendido,
Não nos deixeis cair em tentação, livrai-nos do mal,
Amém.

CREDO
Creio em Deus Pai todo Poderoso, Criador do céu e da Terra
E em Jesus Cristo seu único filho, nosso Senhor
Que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, Nasceu da Virgem Maria,
Padeceu sob Pôncio Pilatos, Foi crucificado, morto e sepultado
Desceu á Mansão dos mortos, Ressuscitou ao terceiro dia, Subiu aos céus
e está sentado a direita de Deus pai todo poderoso, Donde há de vir julgar os vivos e os mortos
Creio no Espírito Santo, Na santa igreja católica,
Na comunhão dos santos, Na remissão dos pecados,
Na ressurreição da carne, Na vida eterna,
Amém.



 CAMBONE
Todos os médiuns ao iniciar na nossa religião deveriam ser cambones.
O cambone é um auxiliar. Auxilia o médium e principalmente os orixás, servem suas bebidas, comidas, charutos e etc; escreve para ele, cria um vinculo com o orixá pois passa a conhecer suas preferências, suas histórias, sua linhagem.
Ele tem a oportunidade de um crescimento religioso maior que seus irmãos de corrente , isso pelo fato de estar ao lado de entidades e assimilando trabalhos diferenciados de consulente para consulente.
O cambone deve estar sempre atento as entidades e a tudo , sempre concentrado , ser fiel e idôneo em seus repasses de diálogos , guardando para si ou até mesmo esquecendo as conversações entre consultas , porque as mesmas são sigilosas.
O cambone é uma peça fundamental dentro do terreiro , digamos assim seria a espécie de um anjo terreno do médium.
Na nossa casa temos também o(s) "Cambone(s) chefe", tendo todas as responsabilidades acima e ainda é responsável pelo bom andamento da gira e pelos demais cambones.
 

Nossas Raizes

Nossas Raizes



Nossas Raízes


Para saber quem somos, de onde viemos, não poderíamos deixar de contar um pouco a história de nossos "antepassados".
Iniciando pelo nosso querido Padrinho de Umbanda Caboclo Irajé e sua médium Madrinha Elvira.Umbanda 100 Anos - Nós Fazemos parte dessa História.
Aberta há 44 anos, a Tupã Oca do Caboclo Irajé escreveu sua história na Umbanda.
A Tupã Oca do Caboclo Irajé foi aberta em 23 de Abril de 1964, sendo Dona Elvira Moura Lourenço, sua fundadora, médium que incorporava o Caboclo Irajé. Porém, a vida espiritual de dona Elvira teve início bem antes, ao entrar em um terreiro que, por falta de preceitos e fundamentos, acabou por adquirir problemas espirituais que levaram ao seu afastamento.
Através de uma amiga, conheceu então o Primado de Umbanda do Estado de São Paulo, casa do Caboclo Arranca Toco, comandada pelo médium, Sr. Félix Nascentes Pinto. Foi recebida e submetida a um tratamento espiritual. Posteriormente, já fortalecida, passou a fazer parte das correntes mediúnicas da casa e iniciou seu desenvolvimento, sendo preparada pelas mãos de Sr. Félix e Sra. Iracema Bastos Pinto, sua esposa.
A primeira entidade a incorporar na matéria de dona Elvira foi Pai Damião, vindo na Linha de Iofá, os Pretos-Velhos, em seguida, se manifestou a Baiana Maria Pilintra, porém, naquela época, a linha Baiana não vinha trabalhar no Primado de Umbanda.
Sr. Félix percebeu então que dona Elvira tinha uma missão maior que ser médium e trabalhar dentro da casa de seu Pai Arranca Toco, mas ter seu próprio terreiro. Deu a ela todos os ensinamentos necessários e toda documentação, uma vez que, financeiramente, dona Elvira não teria como pagar por isso e assim, a Tupã Óca do Caboclo Irajé passou a existir, sendo a 5ª. Filial do Primado de Umbanda do Estado de São Paulo.
Início da Missão do Caboclo Irajé
Inicialmente dona Elvira atendia na sala de sua casa, com o auxílio de sua irmã Ninica.
A primeira sede foi aberta numa pequena sala na Rua Zodíaco, Vila Carrão, em três meses de atendimento, já possuía cinqüenta médiuns fazendo parte das correntes espirituais da casa. Foi necessário mudar, então para um salão maior, locado na Rua Planeta, Vila Formosa. Os atendimentos ao público passaram a ser realizados duas vezes por semana, as terças e sábados e às quartas-feiras eram realizadas sessões de desenvolvimento para o perfeiçoamento e doutrina dos médiuns.
Na mesma época, Sr. Félix descobriu em dona Elvira um dom especial, o da vidência e passou a ela alguns ensinamentos para que pudesse ajudar às pessoas também desta forma. Ela começou a ler nas águas os problemas e as soluções para as pessoas que a procuravam, ficando muito conhecida por esse dom. Atendia todas as segundas e quartas-feiras, incansavelmente, cerca de 60 pessoas por dia, das 7hs às 21hs.
médiuns participando da casa, bem como de pessoas em busca de ajuda, a Tupã Oca do Caboclo Irajé mudou-se para sede própria, na Rua Mororó, Tatuapé, onde se encontra até os dias atuais. Com muita luta, ajuda de seus médiuns e a doação de pessoas que conseguiam através dela resolver seus problemas, conseguiu então construir sua casa.
OS FILHOS DE PAI IRAJÉ
Durante sua caminhada, em tantos anos de caridade, dona Elvira contou com a ajuda de pessoas muito especiais que tiveram grande participação na construção de tudo que temos hoje.
Uma dessas pessoas foi, sem dúvida, Senhora Eulina Ferreira Lourenço, filha
espiritual do Caboclo Irajé, médium do Caboclo Gira Mundo e sua nora. Sendo o braço direito de dona Elvira, esteve sempre presente, cuidando de assuntos materiais e espirituais, mantendo as tradições, hierarquia e preceitos.
Foi assim, um dos alicerces para a construção do que hoje é o terreiro do caboclo Irajé, de acordo com o que prega a nossa Umbanda: humildade, simplicidade, respeito e caridade desinteressada. Em 29 de Julho de 2002, a
Senhora Eulina Ferreira Lourenço também fez sua passagem, deixando uma grande saudade e a certeza na Justiça de Xangô.
Mas não sejamos injustos, pois todos os médiuns e Caboclos que um dia pertenceram a essa corrente, participaram, de alguma forma, deste crescimento e trouxeram sua parcela de luz e axé.
Dona Elvira preparou e coroou, como chamamos a “feitura de santo”, mais de cem médiuns, entre os quais, alguns se destacaram.
Um dos filhos mais ilustres e queridos por dona Elvira foi Orestes Dolcinotti Filho, médium do Caboclo Lírio Branco.
Durante o tempo em que pertenceu ao terreiro, realizava casamentos, batizados, cantava as curimbas e ajudava em tudo que era necessário.
Como um bom filho de Caô, sua contribuição foi a sabedoria e muita luz.
Dona Elvira tinha por ele um imenso carinho, considerando-o como verdadeiro filho de sangue.
Antes de sua passagem em 2006, mesmo pertencendo a outro terreiro, Orestes voltou à casa de seu Pai Irajé e novamente trouxe sabedoria para nós, os novos médiuns de Umbanda, em suas palestras e ensinamentos, despertando em quem pouco conhecia a respeito de sua história, um grande
carinho, respeito e admiração. Além de tudo, projetou reformas para melhorar nosso espaço físico, as quais, graças a ele, estamos realizando.
Queremos deixar aqui nossa homenagem, com muita saudades e gratidão.
Tupã Oca do Caboclo Irajé e Pai Folha Seca
Informativo Tupã Óca do Caboclo Irajé

Dezembro / 2008

Caboclo Arranca Toco
Todo inicio de trabalhos, saudamos o Caboclo Arranca Toco. Ele é nosso Bisavô de Umbanda, "Pai do Caboclo Irajé" de nossa Madrinha Elvira.
Segue uma breve biografia do aparelho (médium) do Caboclo Arranca Toco, Sr. Felix.

***https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgJjQ37bd0lSju9tNamYgS1P5c8HnsJeCtYywlkgAZS6Jl-XwwKlyoobbDbbEoMwisGTPKtaTcAruGi_8fpyxOxh8t0C7fAsqN5WfOpU1hd6pH02c6_G1WF6hxaRCoE1wr4v8hssHo6qE/s400/felix_p.jpg?293
Felix Nascentes Pinto nasceu em 1° de Abril de 1900, em Macaé, no Estado do Rio de Janeiro. Em 1911, mudou-se para o então Distrito Federal, Aos 25 anos, sentiu sua primeira manifestação mediúnica, procurou então o Sr. Benjamim Figueiredo, que possuía um Tenda de Umbanda na Rua São Paulo, começou ali , na Tenda Espírita Mirim, seu desenvolvimento como médium e Umbandista.
Assim amparado, e com muita vontade de trabalhar e pesquisar, começou seu estágio. Em virtude da grande perseguição que naquela época sofria a Umbanda no Distrito Federal, achou Benjamim que o noviço Felix deveria ir para a Bahia. Foi então para Salvador, ficando com José da Silva Costa, da “ Nação Angola “, e que era também conhecido como José do Mocotó, em virtude de morar na Rua do Mocotó, no Bairro de Praia Grande. Felix confessa “ Onde José da Silva Costa põe o pé, eu não coloco a mão. Gostaria de ser um José do Mocotó. A ele rendo minhas homenagens e respeito. “Durante quase um ano. Félix ficou ali, até sua “ feitura de cabeça “.
Após a revolução de 1930, transferiu-se para São Paulo, aí encontrando também bastante dificuldade e acirradas perseguições aos Umbandistas, mas a sua fé era inabalável, e continuou seu trabalho graças à proteção dos Guias. Félix queria saber mais sobre Umbanda e, voltando para o Rio de Janeiro, cursou com aproveitamento a Escola de Formação de Chefe de Terreiro (C.C. T), na Tenda Espírita Mirim, no período de 1937 a 1940.
Voltando para São Paulo, encontrou no bairro de Vila Anastácio, um casal que muito as escondidas praticava a Umbanda, e aí Félix juntou-se a eles, continuando a praticar o culto. Passaram-se os anos, Felix percebeu que já estava na hora do culto Umbandista impor-se. Em 1950, fundou sua própria Tenda, a Tupã Oca do Caboclo Arranca Toco, só quando recebeu “ alforria ‘’ - o “ axé do Santo “ , a ordem para montá-la, a qual até hoje funciona, dentro dos princípios e ensinamentos deixados por ele.
Em 1952, apesar das perseguições e outras perturbações, resolveu levar a Umbanda para a rua, fazer uma grande festa pública. Com muito sacrifício, esta festa foi feita no Senac, na Rua Galvão Bueno, no bairro da liberdade. Era em homenagem a Oxossi. Foram convidadas 11 Tendas do Rio de Janeiro e algumas de São Paulo. A delegação carioca era comandada pela pessoa que guiou seus primeiros passos, Benjamim Gonçalves Figueiredo. Quando, nesse mesmo ano, foi fundado no Distrito Federal o Primado de Umbanda, sob a presidência de Benjamim Gonçalves Figueiredo, Félix foi convidado a criar, em São Paulo, uma Delegacia do Primado do Rio. Assim, reuniu várias tendas em São Paulo, registrando-as no Distrito Federal. O crescimento da Delegacia, entretanto, fez com que logo depois, em 1960, ele fundasse o Primado de Umbanda do Estado de São Paulo. Já havia, então 70 tendas filiadas.
Daí para a frente, Félix aprimorou-se dentro da Umbanda, na preparação de médiuns, em suas próprias palavras: “ Trata-se de algo muito complicado e profundo, mexer com a cabeça de quem tem “ Santo “ de modo errado, causa grande dano”. Preparou em sua vida cerca de 400 médiuns, “ confirmados “ e muitos estão com suas tendas abertas, praticando a Umbanda e transmitindo os ensinamentos aprendidos.
Entre as muitas alegrias que teve no transcorrer de sua vida, a que marcou profundamente este homem foi relatada por ele a uma revista chamada Umbanda, da Editora Alves ltda, em 1973: “ já tive várias alegrias, mas, modéstia à parte, o que mais me alegrou aconteceu em uma festa de aniversário da Tenda Mirim: participavam dessa festa todas as filiais dessa tenda, umas 50, todas feitas por Benjamim, e cada qual com sua sede própria. Eu, na qualidade de dirigente de tenda aqui em São Paulo, chamando-o de pai como o chamo até hoje, tive a primazia, coisa que me comove até hoje, quando o Caboclo Mirim, que é o guia chefe daquela organização, passou para mim o comando da festividade. Essa foi uma das maiores emoções que tive na Umbanda, porque, francamente,eu não merecia receber tantas honrarias como recebi diante do chefe. Outras alegrias e emoções vieram através de manifestações de espíritos em forma de caboclos, preto-velhos , exus, etc , que em um ato de magia têm realizado coisas maravilhosas. Eu me sinto felicíssimo nesses 47 anos de Umbanda.”
Participou em sua via de vários movimentos em prol da Umbanda:Em 1953, realizou a primeira festa em homenagem a Iemanjá na Praia Grande, com um grande números de tendas e médiuns.
Em março de 1968, representou o Souesp no Almoço de confraternização da família Umbandista do Vale do Paraíba.Deu nome ao bairro Vila Mirim no município da Praia Grande, em homenagem ao Caboclo Mirim, entidade de seu Pai Benjamim.
Em 12/1976, com “seu” Félix já falecido, ganhou uma rua com seu nome. Foi o primeiro Umbandista a receber esta homenagem. No dia 6 de novembro de 1976, o Diário Oficial do Município publicou o Decreto 13.871, assinado pelo prefeito Olavo Egidio Setúbal, cujo artigo 1° diz: No artigo 2° , diz “ deverá constar na placa: “ Umbandista – 1975 “.
Em 1970, dentro das dependências do Primado de Umbanda foi criado o Hino da Umbanda, de autoria de J.M.Alves, o qual era freqüentador da casa, e o Hino foi gravado pela curimba da tenda do Sr. Félix.
Enfim, participou de vários encontros de dirigentes, seminários, debates na televisão, fundou órgãos de defesa da Umbanda, jamais escondeu sua condição de líder Umbandista.
Palavras usadas por Félix Nascentes Pinto, ouvidas de seu Pai Benjamim: “Umbanda é coisa séria pra gente séria“ , e ainda, com suas palavras: “ Umbanda prega amor e caridade sem ter covardia. Se formos atacados, nós nos defendemos através dos Orixás, Caboclos, Pretos Velhos e assim por diante. Todos os Umbandistas moram no meu coração e merecem o meu respeito; assim, faço com que eu também more em seus corações. Não considero ninguém mau; alguns agem erradamente por ignorância ou falta de conhecimento, sem falar nos aventureiros, que infelizmente estão infestando nosso meio. Eles se aproveitam do rótulo de Umbanda para fazer uma série de patifarias. Os católicos se dizem irmãos em Cristo, e nós somos irmãos em Oxalá, que tem como representação a imagem de Jesus Cristo. O verdadeiro Umbandista deve tratar a todos e aceitar a todos sem nenhum preconceito de raça, cor ou posição social.”
Félix viveu uma vida em prol da Umbanda; ao desencarne, completava 50 anos de estudos e prática de Umbanda e Candomblé ( embora só praticasse a Umbanda ).
Fez sua “ grande viagem “ no dia 20 de setembro de 1975, deixando uma lacuna jamais preenchida dentro dos corações de quem com ele conviveu. Seus ensinamentos estão vivos nas mentes em que foram semeadas.
Numa lição de amor, humildade, caridade e abnegação (pois nem na doença ele se afastou de seus filhos” ), ensinou a todos os Umbandistas de verdade o quanto é difícil permanecer fiel ao sentimento nobre o puro de servir aos irmãos necessitados sem se envaidecer ou endeusar.
Na verdade, muitos são os que pretendem subir a íngreme montanha da Umbanda pura, porém são raros os que não desanimam no meio da escalada, ou não optam por caminhos mais fáceis. “ Muitos são chamados, Porém Poucos os Escolhidos.”“ Todo aquele que se propuser a continuar a espinhosa tarefa de orientador ou médium, e não se acercar de humildade e uma forte dose de autocrítica, jamais conseguirá atingir o lugar de – “ iluminado .“
Fonte: Primado de Umbanda - SP

Nossa história

Quem somos, a nossa história!
Bem vindo a Tupã Oca do Caboclo Tabajara.
   A Tupã Oca do Caboclo Tabajara é uma instituição filantrópica, ou seja, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica, de caráter religioso, destinada ao estudo espírita, a prática da religião Umbandista e a Caridade.
Nosso maior interesse é o de difundir o bom nome de nossa religião "UMBANDA" e para tanto nos utilizamos também da Internet através deste site. 

Nosso terreiro fica na cidade de São Paulo, seus dirigentes são: Madrinha Beth e Padrinho Diego, que contam com uma diretoria ativa na religião, nossos guias chefes são o Caboclo Tabajara e Caboclo 7 Ondas da linha de Ogum, a Cabocla 7 Ventanias da linha de Iansã, e a Cabocla Iara da linha de Iemanjá,  temos nossos maiores mentores a Vovó Maria de Angola e o Pai Gerônimo que comandam nossos trabalhos de caridade. 
Madrinha Beth é filha de Santo de Viviane Scheibel - Cabocla Jupira Flecheira e Padrinho Diego é filho de Santo de Osmar Dolcinotti - Caboclo das 7 Montanhas.
Sua fundação se deu a realização do sonho de nosso irmão e amigo Orestes – “Tinho” que hoje já cumpriu sua missão aqui na Terra mas que deixou a semente desta missão já plantada. Ele nos apresentou à Umbanda, nos ensinou a grandiosa missão e responsabilidade de ser um médium. Seus ensinamentos transmitidos foram baseados na Umbanda e também no Kardecismo que sempre nos direcionaram á três grandes sentimentos: Fé, Amor e Caridade. Enquanto encarnado nosso Padrinho “Tinho” com muitos anos de dedicação a mediunidade transmitia os ensinamentos de grandes Orixás como o Caboclo do Retorno, Vovô Matheus e nosso querido mestre: Caboclo Lírio Branco ao qual teve esta casa dedicada. 
Agradecemos de coração todos que ajudaram para que este sonho se tornasse realidade, aos filhos de santo fundadores do "Lírio Branco" que muito lutaram para colocar "em pé" a estrutura física e espiritual desta casa que amamos. __________
Nota: Todo conteúdo deste site foi inspirado e repassado de apostilas e ensinamentos de fontes confiáveis e convivido por muitos dos membros de nosso grupo.

Para matar um poquinho a saudades ou para quem não conheceu: 

Caboclo Lírio Branco 
       










Nossa Casa

Somos uma casa de caridade, uma casa de Deus, com nossas crenças, nossos rituais, nosso respeito a todos os seres vivos e nossas particularidades.
Toda casa de caridade independente de seu segmento religioso tem suas próprias caracteristicas, porém tomei a liberdade de transcrever abaixo um texto que achei muito claro, objetivo e bonito, onde expõe o principal de um centro Umbandista e demonstra então também como é a nossa casa.  



Somos um Terreiro de Umbanda
Somos um Terreiro de Umbanda. Simplesmente Umbanda. Sem fórmulas mágicas, muito menos tenda de milagres. E consideramos também que mais importante do que ficarmos presos a idéias pré-concebidas de escolas ditas iniciáticas de Umbanda, ou permanecermos presos a conceitos ultrapassados, é buscarmos fazer a caridade incondicional.
Não importa qual ritualística cada Terreiro de Umbanda siga. Não importa se "escrevem" Oxoce, Oxossi ou Oxosse. Não importa se consideram Nanã Orixá dono de "Ori" (coroa) ou não. Não importa se consideram mais Orixás ou menos Orixás... O que realmente deve importar quando se procura um Terreiro de Umbanda não é o Terreiro (se é bonito, feio, pobre, rico, etc), mas sim A UMBANDA! É claro, que o cuidado com que a obra física é tratada nos fala dos dirigentes e médiuns do terreiro, mas não nos fala de Caridade. O quanto de Caridade o terreiro pratica. Só indo e assistindo as sessões, as giras, observando como se trabalha, a disciplina, os objetivos, o amor. Não cobrando por absolutamente NADA. Não fazendo "trabalhinhos" de amarração, ou para trazer a "pessoa amada" de volta em "x" dias. Fazendo um trabalho constante de amor e fraternidade espiritual e material/social.
A Umbanda é uma religião absolutamente aberta que tem inúmeras diferenças de interpretação, que variam de região para região assim como de terreiro para terreiro. É com a ritualística que nos idenficamos ou não num primeiro momento, mas devemos lançar um olhar mais profundo e examinarmos melhor os objetivos da Casa. Se tem atabaques, se tem palmas, como é a abertura, o desenrolar da gira, a que a gira se destina. O "como" pode variar e varia muito. E é com o "como" que nos identificamos ou não. Mas isto não nos fala de Caridade também. Para um Terreiro poder se dizer de Umbanda, lá deve haver amor, compromisso com o próximo, caridade descompromissada, um trabalho constante de solidariedade, disciplina, respeito e estudo.
Existem inúmeros sites e livros que falam da "origem" da Umbanda. Uns falam que começou com Zélio de Moraes e o Caboclo das 7 Encruzilhadas, outros falam que veio da África, outros falam que começou na Atlântida... outros... Agora, cá entre nós... isto é realmente importante? Ou simplesmente, em alguns casos, puro preconceito ou vaidade? Por que sublinhei "em alguns casos"? Porque existem muitas pessoas honestas nos mais variados segmentos da Umbanda. Nas mais diversas "origens"... O importante é compreender que esta é a verdade de cada um e como tal deve ser respeitada.
Mas existem algumas coisas que em absoluto nós não podemos aceitar e muito menos respeitar... é que se cobre por qualquer coisa, não podemos aceitar trabalhos sob encomenda pagos... Não podemos aceitar a falta de compromisso com o Bem, não podemos aceitar que se coloquem como a única "salvação" para aquela alma, que se não realizar um "despacho" ali no seu terreiro, a vida não irá prá frente. Isto não é Umbanda!
No que acreditamos como origem da Umbanda? Como forma de culto oficial, que tenha começado com Zélio de Moraes. Mas como força? Desde que o mundo é mundo... já que a Umbanda é uma religião naturista, ou seja, cultua e tem como sua base a natureza. Quanto a Origem Africanista? Sim é claro que acreditamos nela, é só observar os vocábulos... os próprios nomes dos Orixás (a própria palavra Orixá).
Não nos propomos a sermos os "donos da verdade". Desejamos apenas divulgar a UMBANDA e não a nós mesmos. Desejamos apenas, através deste site, informar as pessoas que existe mais um terreiro de Umbanda, que pratica a caridade pela caridade. Um cantinho onde podemos encontrar os bons conselhos de um Preto Velho, as orientações enérgicas de um Caboclo, e as "dicas" de vida material dos Exus. Mas cada terreiro também tem a sua própria raiz, a sua própria história, e é isto que pretendemos mostrar um pouco aqui... a Nossa Raiz, a Nossa História.
SARAVÁ UMBANDA!!! 


Mãe Iassan Ayporê Pery