quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Minha querida Oxum

Minha querida Oxum

Hoje vou falar de OXUM, divindade das águas doces, padroeira da gestação e da fecundidade, protege também as crianças pequenas até que comecem a falar. Orixá do amor, da prosperidade e da beleza, é a mãe de Logunedé, orixá menino (do Candomblé).

Cultuada como a Senhora do Ouro, soluciona problemas de amor e das finanças. Sua manifestação arquetípica é nas cachoeiras, rios e córregos.
Em Oxum, os fiéis também buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões e na vida financeira, tanto que muitas vezes é chamada de Senhora do Ouro.
As pessoas de Oxum, principalmente as mulheres, são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto. São boas donas de casa e companheiras, despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas. São destemidas diante das dificuldades.
Desde muito cedo descobri ser de Oxum o que me deu muita alegria e uma certa apreensão. Logo de cara descobri o que significava: precisava cuidar das pessoas. Optei pela forma que conhecia, embora soubesse que poderia ser através do culto religioso afro.
Não tenho muito talento disciplinar para seguir doutrinas, embora considere necessária a existência delas para organizar a fé, pelo menos até o momento.
Mas os Orixás em nossas cabeças traduzem algumas informações sobre as nossas escolhas por aqui, como por exemplo, Xangô faz você ser interessado pela justiça, Oxosse traz uma alegria natural pelas festas e celebrações, Yemanjá traduz uma vontade grande de ter uma família, Ogum faz você trabalhar com muito afinco, Yansã busca sempre a verdade e não admite discriminações, Obaluaê envolve você na cura. Ter essas influências é já ter o arquétipo desses comportamentos. É como se fosse uma identidade.
Orá iiê Oxum,
Salve dourada senhora da pele de ouro, benditas são suas águas, e essas mesmas águas lavam meu ser, e me livram do mal.
Oxum, Divina Rainha, bela orixá,venha a mim caminhando na Lua cheia.
Traga mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz.
Torne-me doce, sedutora, suave, como és.
Mamãe Oxum, me proteja, orixá.
Que o amor seja constante em minha vida.
Que eu possa amar a tudo que existe.
Me proteja contra as mandigas e feitiçarias.
Dê a mim o néctar da sua doçura.
E que eu consiga (faça o pedido).
Mãe de ouro, da beleza e do amor, senhora do mais puro Axé, valha-me hoje e sempre.
Vera Ghimel

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A LEI DO RETORNO EXISTE! (Ótima leitura!)


Existem pessoas que pedem a exu que matem, machuquem uma pessoa, faça com que ela perca uma perna, um braço ou algo que a prejudique.

Exu pergunta: É isso que quer? Tem certeza? Se fizer isso vai ter conseqüências e explica tudo que pode acontecer, tentou mostrar que podia ser diferente e deixar que a justiça dos céus e dos orixás que carregava fosse feita, que ela não cometesse mas esse pecado, mas mesmo assim ela insistiu e disse: sim é o que quero, então exu mandou ela ir para casa e refletir melhor e depois voltasse para dar a resposta , não demorou muito, ela voltou e novamente exu tentou mudar sua vontade , mas de nada adiantou ,então ela já em crise de nervos falou : vai fazer ou não , pago o que for, e se não for o bastante vendo até o que tenho para ver o sofrimento desse meu inimigo , exu disse : tenho como fazer .quero que me traga esse material , mas se essa pessoa for de boa fé pode ser que o trabalho se firme mas não dure , ela responde : não tem problema quero assim mesmo .
Então foi feito, e a quem julgava ser seu inimigo foi ficando doente até que foi parar no hospital e o medico disse que teria que amputar uma de suas pernas, mas como vovó diz: seu suposto inimigo tinha cartas para jogar com Deus e o mesmo exu por ordem maior libertou seu inimigo , semanas se passaram e ela voltou até o exu e disse fez tudo que pedi vi o resultado pena que não perdeu a perna mas sofreu isso e que eu queria , exu respondeu agora vêm às conseqüências , ela respondeu : que venha não tenho nada a temer ele mereceu tudo o que fiz e não me arrependo. Uma semana depois ela chorava desesperadamente ... Sua filha de apenas Oito anos perdeu as duas pernas em um acidente de carro.Por esse motivo que vovó fala, não vale à pena pagar o mal com o mal, estamos na terra em um teste e tolo é aquele que acha que é invencível e acredita na sua própria justiça e não a de Deus e dos próprios exus.

Repararam que exu tentou o tempo todo evitar essa tragédia?
mas o ser humano com sua raiva e sentimento de poder não exaltou em insistir em fazer o mal.

Vovó diz que nos somos os verdadeiros demônios e dentro de nos existe uma guerra entre Deus e o diabo e na maioria das vezes as pessoas preferem fazer ou pensar o mal a o bem e não lutam com seus demônios, e os chamam o tempo todo para suas vidas.

“Exu e pomba giras são espíritos em evolução que viveram como nos nessa terra e tiveram o livre arbítrio como todos nos de escolher , direito dado por Deus o todo poderoso”muitos escolheram não reencarnar para trabalhar e se redimir de seus crimes e pecados ajudando nos seres dessa terra a não cometer os mesmos erros e curando nossa carne e espírito para praticarmos o bem aprendendo também conosco e nos passando experiências vividas em sua jornada de evolução “ muitos espíritos ainda trabalham para o mal por conta do mal preparo, prolongando o seu período de evolução , pois o desenvolvimento depende de doutrina e amor de nos seres humanos “ .

"O livre arbítrio, o ser humano tem fraquezas e desafios que é necessário sermos fortes para enfrenta - los , é por isso que estamos aqui para sermos testados muitas vezes pelos nossos próprios sentimentos e ações"

quarta-feira, 25 de junho de 2014

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Curimba

Curimba

A função dos Ogãs (Coro e Curimba)


É responsabilidade dos Ogã, não só no dia da gira como em qualquer dia de trabalho, olhar pelos demais médiuns, bem como pela integridade e pelo bom funcionamento do Terreiro. O Ogã, em especial, tem a responsabilidade de se comportar como um médium exemplar e de orientar os demais médiuns a seguir um comportamento apropriado.
A consciência de sua responsabili­dade sobre os trabalhos e a consciên­cia das energias que são emitidas pelos atabaques e cantos que envol­vem os trabalhos, é que faz um verda­deiro Ogã.
É importante saber, que o Ogã é responsável pela gira e pelo trans­correr dos trabalhos espirituais do Terreiro, pois, quando o Pai-no-Santo está incorporado, é o Ogã que assu­me a força vibracional da gira. Por­tan­to, o Ogã não deve contar com o Pai-no-Santo para saber que linha e que pontos devem cantar, deve sim, estudar e conhecer as Forças Espiri­tuais Divinas de nossa querida Umban­da, assim como, deve conquistar a sintonia com os médiuns e com os Guias de cada médium. E para que isso aconteça, ele deve estar diretamente conectado com os espíritos e as linhas de trabalho que estão encarregados de trabalhar em cada médium e no Terreiro.
Ele é, entre todos os médiuns, o mais importante, pois tem a função de concentrar, canalizar e doar energias durante todo o trabalho espiritual e isso ele faz com o som e com as palavras, para tanto ele precisa aprender não só a cantar com a voz ou tocar com as mãos, mas, também, com a alma, com o coração.
O som e as palavras têm uma força normalmente subestimada por nós. Se soubéssemos da repercussão da música e das palavras na mente das pessoas, seríamos muito mais cautelo­sos e atenciosos no falar e no cantar. Uma palavra, uma vez emitida, não se perde nunca e entra no mundo mental daquele que a ouviu. O som, o canto, o mantra, possui o mesmo valor, daí o dito popular que “quem canta, reza du­as vezes”. Dependendo da intenção com que o som, ou o mantra, é emitido, ele eleva a vibração do ambiente, se irradia, atrai, despacha, limpa ou fortifica. Por isso, todas as religiões têm seus mantras, seus cânticos, seus pontos.
A energia que atua no Ogã é uma energia de Força e Segurança, e essa energia é doada a toda a corrente me­diú­nica, essa função de doação ener­gé­tica é como é explorada a mediuni­dade do Ogã durante a gira.
Saiba que é mais dificil os ogãs tenham necessidade de “girar” e, quan­do isso acontece, atende necessidades individuais especiais, o motivo de não incorporarem deve-se pelo cuidado de manter a energia de suas coroas em constante equilíbrio e livre de ações mentais negativas. 
Pontos abordados em reunião na Seara de Caridade Caboclo Tupinambá.

OGÃS NA UMBANDA
 
por Gustavo Reis


A palavra Ogã vem do Yorubá e significa Senhor da Minha Casa. Não é para menos, pois o Ogã – médium responsável pelo canto e pelo toque - ocupa um cargo de suma importância e de responsabilidade dentro dos rituais de Umbanda, que é o de conduzir a Curimba – conjunto de vozes e toques do atabaque - ajudando nos trabalhos espirituais para que possam 
ser fortes e bonitos. Os ritmos (toques) e cantos realizados pelo Ogã, pode-se dizer que nos dias de hoje, são parte integrante de um Centro de Umbanda. Os atabaques – instrumento de percussão - sempre foram alvos da polícia baiana e estavam terminantemente proibidos de serem tocados em Terreiros. Aproveitando uma viagem ao Rio de Janeiro a até então desconhecida Mãe Aninha, zeladora da casa de candomblé Ilê Axé do Opô Afonjá em São Gonçalo do Retiro, decidiu solicitar uma reunião com Getúlio Vargas, que na época ocupava o cargo da Presidência do Brasil. Nessa reunião foi discutido o assunto sobre os atabaques nos terreiros, pois como dizia Mãe Aninha, para dar originalidade e ritmo às festividades era preciso os instrumentos de percussão. Ela fora tão determinada que conseguiu “arrancar” de Getúlio Vargas um decreto que liberava o uso de atabaques em Terreiros. Este ato, foi considerado um grande passo para o Culto de Nação no Brasil, que de pouco a pouco ganhava espaço na sociedade brasileira. Esse acontecimento foi recebido com grande festividade pelo povo de santo, principalmente na Bahia, onde foi comemorado com a famosa festa da Lavagem da Escadaria do Senhor do Bonfim. O responsável pelo toque, o Ogã, tem de ser bem preparado para exercer tal função em um Terreiro, pois além de serem médiuns intuitivos, são Sacerdotes natos, aqueles que nascem com a função de falar por um Orixá, de serem um Instrumento puro dos Orixás e fazem isso através de suas mãos e cantos. O Ogã é um canal aberto para muitas linhas de trabalho da Umbanda que trabalham ativamente através dele, são linhas de caboclos, exus, pomba-gira, etc... que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Formam uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba, são mestres na música de Umbanda, verdadeiros guardiões dos mistérios do “Som”. Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, chamada, subida, sustentação dos Guias e fechamento de gira. Uma outra função importante é de emitir ondas energéticas pelo som do atabaque e pelos cantos que servem para diluir algumas energias astrais negativas que não fazem bem ao médium. A curimba é um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do Terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás, ajudando os médiuns tanto na hora das incorporações, desincorporações e da firmeza de um trabalho. A curimba, por si só, emite energia suficiente capaz de descarregar um médium ou uma Casa. Por isso a curimba deve sempre estar em sintonia com os Guias Espirituais, com os Orixás e com o Dirigente do trabalho. O Ogã deve estar sempre pronto e procurando aprender mais e mais. Sempre com amor, pois quando vibramos de coração, os cantos atuam sobre nossos chacras, ativandoos, e deixando-nos em total sintonia com a Espiritualidade Superior. Os pontos transformam-se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento Sagrado e Divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda, pois não é simplesmente evocar uma Divindade, mas é chamado de magia por envolver toda uma “cadeia” onde o som da curimba atua nos médiuns positivando-os e equilibrando-os. Infelizmente, não temos visto nos templos de Umbanda uma preocupação com a qualidade da curimba, ou seja, com o conjunto de vozes e toques de atabaques. Há templos em que os atabaques são “tocados” com tanta força que parece que os Ogãs estão descarregando sua energia e sentimentos negativos nos couros dos instrumentos e não é possível ouvir as letras dos pontos cantados e, às vezes, nem mesmo a melodia. Em outros lugares, há uma preocupação com a afinação, mas há negligência quanto aos ritmos e instrumentos ou, então, os atabaques são muito bem tocados, mas o canto é completamente desafinado. Pior, ainda, é quando não se prioriza nem uma coisa nem outra, porque na verdade é o conjunto em que um completa o outro, formando uma grande Harmonia. É válido lembrar também, que esses problemas de musicalidade são percebidos por muitos freqüentadores que, além do “stress” auditivo, saem comentando a desarmonia, o que pode desprestigiar a Casa e a comunidade umbandista, em relação ao nível de excelência que deveria ser alcançado. Axé Irmãos! Que possamos ter em nossa Umbanda uma religião digna de belos ritmos, com muita vibração, harmonia e irradiação Divina. 


OGÃ
por MARCOS VINÍCIUS CARACCIO
 

Curimba, é um ponto de força dentro de um Terreiro de Umbanda. Sempre enaltece nossas giras, sendo de suma importância dentro do Terreiro. Os atabaques são chamados de Ilú na nação Ketu e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje.


A história do atabaque
Em nossas giras de Umbanda, é muito comum se ter presente o ataba­que, um instrumento lendário e de origem afro. Esse instrumento dá ritmo e axé aos cultos, possibilitando uma melhor incorporação e dando maior energia aos trabalhos.
O atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Ori­­xás e Guias e tem uma força pode­rosa, que em uma gira faz toda a di­ferença. Para aprendermos um pouco mais sobre o atabaque e seus funda­mentos trago algumas informações interessantes sobre o mesmo, relacio­nado aos cultos afro religiosos, dentre eles, Umbanda e Candomblé.
Segundo a Wikipédia, “O Atabaque de Origem Africana, hoje muito utili­zado nos cultos aos orixás, de reli­giõ­es também de origem afro, “E na verdade o caminho e a ligação en­tre o homem e seus orixás, os to­ques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual “( Romário Itararé há 35 anos toca atabaques e instru­mentos de percussão)
Há três tipos de atabaque: Rum, Rum­pi e o Lê. O Rum é o atabaque maior, o Rumpi seria o segundo ataba­que maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque onde fica o Ogã que está iniciando ou aprendiz que acompanha o Rumpi. O Rum também é usado para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo. Importante saber que cada atabaque tem suas obrigações a serem feitas, pois o atabaque praticamente repre­senta um Orixá.
Existem vários tipos de toques, Angola que se toca com mão e Ketu que se toca com a varinha. Na Angola existem vários tipos de toques, onde cada toque é destinado a um Orixá, por exemplo, Congo de Ouro, Angolão que seria desti­nado a Oxossi, Ygexá que seria destinado a Oxum, etc. O mesmo acontece com Ketu, que se toca com varinha de goiabeira ou bambu, chamada aguidani.
O couro também mere­ce cuidados, como passar dendê e deixar no sol para que ele, o couro, fique mais esticado e possa produzir um som melhor.
Um Ogã seria como um Tatá da Casa e na maioria das vezes seu conhecimento é quase superior a um Zelador de Santo. Para ser um Ogã não basta saber tocar, e sim, saber o fundamento da Casa, sali­entando que saber o canto na hora certa, é de gran­de importância para um Terrei­ro.
Existem também outros tipos de componentes que se usam junto com os ataba­ques, como por exemplo, o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc. Existe também o Abatá, que seria um tambor, com os dois lados com couro, que se usa muito no Rio Grande do Sul e na nação Tambor de Mina.
Os tambores começaram a apa­recer nas escavações arqueológicas do período neolítico.
O tambor mais antigo foi en­contrado em uma escavação de 6.000 anos A.C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Es­tes troncos eram cobertos nas bor­das com peles de alguns répteis, e eram percutidos com as mãos, depois foram usadas peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.
De origem africana, o atabaque é usado em quase todos os rituais afro-brasileiros, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacio­nados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa são empregados para evocar os Orixás. 

Por Marcos Vinicius Caraccio

PONTOS CANTADOS 
 Os Pontos cantados são evocações, em forma de orações ou pequenas histórias, louvando um Orixá ou contando quem é o Guia, sua forma de atuação, sua força diante das dificuldades, sua relação com os Orixás, um chamamento de um filho que procura ajuda ou proteção, entre outras colocações de festividade e manifestação de fé. Os pontos têm sua associação, digamos assim, com os mantras indianos, com os Cantos Gregorianos da Igreja Católica, ou com os Cantos de Louvor à Deus dos Protestantes.Outra função dos pontos, ao serem cantados, é fazer descarregar e fluir as emoções dos médiuns e dos que procuram ajuda na casa, em vibrações relacionadas com os Guias e Orixás, permitindo assim, um perfeito entrosamento e equilíbrio do médiuns em seu trabalho e o alcance da graça solicitada.

Este é um ponto que temos que saber desde o inicio de nossa jornada:

HINO DA UMBANDARefletiu a luz divina
Em todo seu esplendor
Vem do reino de Oxalá
Onde há paz e amor
Luz que reflete na terra
Luz que reflete no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar
A Umbanda é paz e amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz
Avante filhos de fé
Como a nossa lei não há
Levamos ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá 


Madrinha Elvira, nossa Avó de Umbanda, costumava cantar um ponto na época da Ditadura Política e algumas outras vezes, "naqueles tempos" nós Umbandistas eramos muito discriminados...

A você Pai Irajé, nosso carinho, respeito e pedidos de que sempre olhe por nós,
A vós Pai Lírio Branco nosso amor e nosso muito obrigado pela casa maravilhosa,
A vós Caboclo Tabajara que continue sempre nos amparando, ensinando, enfim, sendo sempre nosso grande PAI!!!
Meu Pai Ogum
Vem nos ajudar
Nosso terreiro
E a nossa Umbanda melhorar
Os inimigos da Umbanda
Sempre estão fazendo guerra
Meu pai Ogum, Iansã e Xangô
Já está na terra
Olerere, salve Iemanjá
Olerere, salve Iemanjá
Saravá Ogum
Salve Olorum
Salve Oxalá


Madrinha Elvira incorporada com Pai Irajé 

O ponto e a foto foram colaborações da Mara Cris da
Tupã Óca do Caboclo Irajé e Pai Folha Seca

Sobre os Guias

 Sobre os Guias
 Aprendendo sobre o seu Guia
Existem basicamente 3 fatores que fazem com que a apresentação do guia varie:

1 – São espíritos diferentes.
2 – Trabalham em Médiuns diferentes.
3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.

1 – São espíritos diferentes.
Antes de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular, com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só espírito.
É como ser um médico, engenheiro, etc… Todos possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma coisa acontece com nossos guias.

2 – O médium, mesmo os inconscientes interferem animicamente na incorporação.
Entenda-se que não é uma atitude deliberada do médium, mas algo que “vaza” da personalidade do médium na incorporação. Desde que esta interferência não atrapalhe o trabalho do guia, isto é perfeitamente aceitável.

3 – Trabalham em Terreiros Diferentes.
Se um médium continua trabalhando com o mesmo espírito, mas mude para um terreiro em que o ritual seja diferente, também é comum observarmos pequenas mudanças na apresentação e no trabalho do guia, trata-se da adaptação do guia ao novo local de trabalho.

Por isso há muitas variações na apresentação e método de trabalho dos guias. E perguntas como:
Alguém Conhece o Preto-Velho X ?
Como se apresenta o Caboclo Y ?
Informações sobre o Exu Z ?
Além de não atenderem a uma descrição fiel do guia a que quem pergunta se refere, podem aumentar o animismo ou causar insegurança.
Aumentar o animismo: A pessoa lê uma descrição de que o Caboclo Y não fuma charuto, e quando incorpora, fica com aquilo na cabeça, assim mesmo que o Caboclo queira pedir um charuto, pode encontrar dificuldades de romper esta barreira anímica criada pelo médium.
Causar Insegurança: O médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa, “nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento. 
Resumindo, a melhor forma de conhecer seu guia é através do tempo, do desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se interando de como ele é, como gosta de trabalhar, etc. E vai conhece-lo como ele verdadeiramente é! 

João Luiz
Umbanda por Amor

Apresentação dos Espíritos na Umbanda
PRETO-VELHO: objetiva transmitir sabedoria de vida (experiência) e humildade. A forma encurvada e a fala mansa trazem uma sensação de se estar diante de alguém que já viveu muito e que saberia como consolar ou orientar alguém perdido, que não encontra saída para seus problemas na vida humanizada. Uma das Entidades conhecedoras da Magia da Umbanda, pois de tudo sabe um pouco e sempre tem uma palavra amiga para com os consulentes, digamos que estes “Pais Velhos” sejam o médico, psicólogo e principalmente o educador dentro da Umbanda, ou seja, aquele que transmite aos consulentes, médiuns, pais e mães no Santo a Verdade da Umbanda, que se solidifica em 4 partes, Humildade, Amor, Fé e Caridade, tão simples e tão complexa, para nós simples encarnados, pois assim o é aos Espíritos, que aqui chegam para cumprir sua função cármica. Um dos principais conhecimentos destes Espíritos é a manipulação das ervas, fazendo deles verdadeiros curandeiros do Astral, que divide essa função com os Caboclos. O que mais nos chama atenção nessa Entidade é a humildade que chega ao Terreiro, nos mostrando que através da humildade podemos chegar até o coração de nosso semelhante.

CABOCLO: objetiva transmitir coragem, a confiança necessária para “guerrear”. Daí a necessidade de, quando o médium incorpora um espírito com tal postura, ficar de pé, bater no peito e gritar. Com algumas exceções, a expressão do Caboclo é sempre séria. O espírito quando se utiliza dessa postura transmite a valentia para lutar com a vida, ou seja, para passar com coragem pelas vicissitudes geradas pelo gênero de provas escolhido pelo próprio consulente antes de encarnar. Por isso, o Caboclo não transmite diretamente a sabedoria, mas a coragem que o consulente necessita naquele momento. Entretanto, estes Espíritos são de grande sabedoria dentro da corrente da Umbanda, exímios no lidar com as ervas e com tudo que há na natureza.

CRIANÇA: objetiva transmitir a felicidade incondicional. Disse Jesus: “vinde a mim as criancinhas”, “ninguém entrará no reino dos céus se não for como criança”. Ou seja, só se entra no reino dos céus ou se livra das encarnações no mundo de provas e expiações quem aprende a ser feliz incondicionalmente. Quem passa pelas vicissitudes da vida humanizada feliz, ou seja, não vive as angústias e as dores do seu personagem, está pronto para habitar os mundos regenerados. É por isso que mesmo o espírito que se manifesta como uma Criança emburrada no trabalho mediúnico estimula alegria no consulente. Poucos são os consulentes que acreditam na Magia desses “pequeninos”, são Espíritos de grande Luz, Amor, Humildade, atente como estes brincam de trabalhar, pois toda a alegria e diversão é transformada em fluidos que alegram nossos espíritos ignorantes.

EXU: e o temido Exu? O que significa essa postura? O Exu representa o próprio ser humanizado (egoísta, interesseiro, orgulhoso etc.) A postura Exu é a sombra do próprio consulente. E por que essa postura causa medo? Porque é como se estivéssemos diante do espelho, vendo o que somos, essencialmente.
Gostamos de falar do argueiro no olho do outro, mas nunca observamos a trave que carregamos no olho. O Exu, com sua linguagem direta e forma de se manifestar, nos mostra quem realmente somos. Mas na lida com estes Espíritos podemos perceber o seu grande mistério, pois nos testam sempre a nossa índole e nossa compreensão da vida e principalmente do Amor ao próximo, Exu nos deixa aludir ser como nós, alude ter nossas manias e nossas faltas, mas estes Espíritos estão acima destes vícios humanos, este é um dos espíritos mais procurados dentro de um Terreiro de Umbanda, por compreender as nossas faltas, transformando-as em vitórias em tempos vindouros, estes trabalham dentro de nossa verdade, com a intenção de transforma-la na verdade do PAI.

Toda forma de apresentação de determinada Linha ou falange da Umbanda sempre haverá uma conotação que nos leva a acreditar que existe Fundamentos para a mesma existir, engana-se quem acha Exu mais poderoso que Preto Velho, Criança mais poderosa que Caboclo, todos são poderosos dentro de sua Linha de Trabalho, todos tem o conhecimento das demais Falanges, muitos de nós nos enganamos quando negamos falar sobre determinado assunto com o Caboclo, pois em nossa ignorância costumeira acreditamos que estes não são capazes de resolverem determinado assunto.
Entendam que todos aqui estão pela vontade do Pai e todos aqui estão para nos direcionar em nosso caminho rumo ao Criador, com formas e rituais diferentes, mas na mesma intenção, ou seja, que sejamos mais humildes, tenhamos mais amor ao próximo, que tenhamos mais Fé e principalmente, na União de todas essas que sejamos mais CARIDOSOS, para conosco e para com nosso semelhante.

Cada entidade com suas maneiras, cada casa com suas regras.
Muitas entidades têm maneiras bem particulares de agir. Caboclos são normalmente muito firmes, alguns são até rudes, falam normalmente com dificuldade, têm movimentos rápidos para andar e até dançar. Suas consultas são normalmente acompanhadas de baforadas vigorosas da fumaça de seus charutos e abraços também vigorosos, embora também podemos encontrar Caboclos manifestado em outro médium tendo atitudes bem diferentes. Tais diferenças podem ocorrer em virtude de que, apesar de algumas entidades terem o mesmo nome, não serem exatamente a mesma manifestação, assim como também pode acontecer tal diferença, em função da doutrina da casa ou até dos caracteres pessoais diferentes em cada médium. Devemos entender que o guia utiliza a ferramenta matéria, ou seja, o corpo do médium para sua manifestação e não representaria para a Entidade, ser mais ou menos capaz, o fato dela vir a modificar de alguma forma a maneira de agir ou reagir do filho.
Os Pretos-Velhos via de regra, são bem tranqüilos, a maioria trabalha sentado num banquinho pitando calmamente seus cachimbos e tomando seus cuités de vinho, apresentando aquele ar de saudade característicos dos velhos, ainda que suas lembranças passadas, sem sombra de dúvidas, não traria saudades a ninguém.
Exus e Pombas-Giras costumam ser debochados, alguns falam palavrões, gostam de dançar e de brincar com os frequentadores. Alguns são galanteadores, outros procuram mostrar uma cultura acima do normal e uma esmerada educação. Essas características ainda que marcantes e costumazes não podem ser consideradas como regra e qualquer diferença não pode ser simplesmente considerado como exceção.
Entidades espirituais e matéria devem formar uma simbiose perfeita no trato da espiritualidade no sentido de dirigi-la ao necessitado. Costumo dizer que religião é coração, é simpatia, é amor. E sendo assim, nada melhor que o coração para nos guiar neste terreno. Entretanto, é sempre bom que se mantenha a razão também bem experta, pois, infelizmente, há muitos que se utilizam das fraquezas humanas e das dificuldades espirituais dos filhos e frequentadores para interesses pessoais, quando não excusos.
Sempre que formos a um centro devemos ir com a alma limpa, com a vontade no mais alto grau de doação, com os sentimentos puros e a vontade de acreditar. Muitas vezes, dentro das características citadas acima, podemos ver algumas um pouco mais exarcebadas. Um Exu falando um pouco mais alto, as vezes demonstrando um estado etílico grave. Um Caboclo menos viril que de costume, talvez até delicado demais no trato com algum filho, ou qualquer outra percepção que a princípio possa parecer um erro. Antes de decisões precipitadas procure observar bastante, conversar com os consulentes e filhos da casa, enfim, com as pessoas que costumam conviver com aquelas entidades ou com os médiuns que as manifestam para ter exata certeza dos fatos. Se depois de toda essa análise confirmar deslize de conduta ou qualquer ato desmerecedor de sua confiança, não tenha medo de afastar-se.
Lembre-se no entanto que educação e elegância tem lugar em qualquer ambiente.
Tenhamos também sempre em alta a concepção de que nossos sentimentos e análises também podem incorrer em erro e toda porta que ao sairmos deixamos aberta, amanhã, em caso de necessidade ou reconhecimento de equivocos, poderá ser transposta novamente sem problemas. 

por AEXCSC

Velas


VELAS
 
A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.
Quando um umbandista acende uma vela, mal sabe que está abrindo para sua mente uma porta interdimensional, onde sua mente consciente nem sonha com a força de seus poderes mentais.
A vela funciona na mente das pessoas como um código mental. Os estímulos visuais captados pela luz da chama da vela acendem, na verdade, a fogueira interior de cada um, despertando a lembrança de um passado muito distante, onde seus ancestrais, sentados ao redor do fogo,tomavam decisões que mudariam o curso de suas vidas.
A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente.
Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos, através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.
Muitos umbandistas acendem velas para seus Guias de forma automática, num ritual mecânico, sem nenhuma concentração. É preciso muita concentração e respeito ao acender uma vela, pois a energia emitida pela mente do médium irá englobar a energia do fogo e, juntas, irão vibrar no espaço cósmico, para atender a razão da queima dessa vela.
Sabemos que a vida gera calor e que a morte traz o frio. Sendo a chama da vela cheia de calor, ela tem um amplo sentido de vida, despertando nas pessoas a esperança, a fé e o amor.
No ritual da magia, o mago entra em contato com seu mundo inconsciente, depositário de suas forças mentais, onde irão ser utilizadas para que alcancem seus propósitos iniciais. Qualquer pessoa que acender uma vela, com fé, está nesse momento realizando um ritual mágico e, conseqüentemente, está sendo um mago.
Se uma pessoa usa suas forças mentais com a ajuda da magia das velas, no sentido de ajudar alguém, irá receber em troca uma energia positiva; mas, se inverter o fluxo das energias psíquicas, utilizando-as para prejudicar qualquer pessoa, o retorno será infalível, e as energias de retorno são sempre mais fortes, pois voltam acrescidas da energia de quem as recebeu.
Infeliz daquele que, na ânsia de destruir seus inimigos, acendem velas com formatos de sapo, de diabo, de caveira, de caixão, etc., assumindo um terrível compromisso cármico com os senhores do destino. Todos os nossos pensamentos, palavras e atos estão sendo gravados em nosso inconciente e ninguém fica impune junto à justiça divina. Voltaremos ao planeta Terra quantas encarnações for preciso para expiar nossas dívidas com o passado. Por outro lado, feliz daquele que lembra de acender uma vela com o coração cheio de amor para o anjo da guarda de seu inimigo, perdoando-o por sua insensatez, pois irá criar ao seu redor um campo vibratório de harmonia cósmica, elevando suas vibrações superiores.
Ao acender velas para as almas, para o anjo da guarda, os pretos velhos, caboclos, para a firmeza de pontos, Conga, para um santo de sua preferência ou como oferenda aos Orixás, é importante que o umbandista saiba que a vela é muito mais para quem acende do que para quem está sendo acesa, tendo a mesma conotação do provérbio popular que diz: A mão de quem dá uma flor, fica mais perfumada do que a de quem a recebe.
A intenção de acender uma vela gera uma energia mental no cérebro da pessoa. Essa energia é que a entidade espiritual irá captar em seu campo vibratório. Assim, a quantidade de velas não influirá no valor do trabalho; a influencia se fará diretamente na mente da pessoa que está acendendo as velas, no sentido de aumentar ou não o grau da intenção. Desta forma, é inútil acreditar que podemos comprar favores de uma entidade negociando com uma maior ou menor de velas acesas. Os espíritos captam em primeiro lugar as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não. Daí ser melhor ouvir uma das máximas de Jesus que diz: “Antes de fazer sua oferenda, procure conciliar-se com seu irmão.”
Não é conveniente, ao encontrar uma vela acesa no portão do cemitério, nas encruzilhadas, embaixo de uma arvore, ao lado de uma oferenda, apaga-la por brincadeira ou por outra razão. Devemos respeitar a fé das pessoas. Quem assim o cometer, deve ter em mente, que poderá acarretar sérios problemas com esta atitude, de ordem espiritual, precisamos respeitar o sentimento de religiosidade das pessoas, principalmente quando acender uma vela faz parte desse sentimento.

VELAS QUEBRADAS OU USADAS
Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens, ou que não estejam quebradas. A vela virgem esta isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia. No caso da vela quebrada acredita-se que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos. Se o trabalho obtiver sucesso, o detalhe da vela quebrada não será notado: mas, se falhar, será tido como principal fator de seu fracasso o fato de a vela estar quebrada.

FÓSFORO OU ISQUEIRO
Em muitos Terreiros existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro ou em outra vela acesa.
Normalmente, os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química, em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações, que funciona como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo desta forma uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativa-la para este fim.

VELA DE SETE DIAS
Na Umbanda, alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos de acordo com a psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela isoladamente não há nenhum tipo de reforço que se baseia na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos.

MEDITAÇÃO
Para trabalhos de meditação o uso das velas é excelente pois, além da diminuição dos estímulos visuais na semi-escuridão, força a atenção para a chama da vela, aumentando a capacidade de concentração. O contraste do claro-escuro contribui para lembrar as pessoas da necessidade de uma iluminação interior.

CORES
Na Umbanda, o uso da vela branca é o mais freqüente, devido à sua representação como símbolo da pureza. A cor branca na Umbanda é a cor de Oxalá. Daí a razão do uso de velas brancas na maioria dos rituais de magia, dentro da associação da pureza/Oxalá.

LEMBRETES:
Não recomendamos aos Umbandistas fazerem velas com restos de outras velas, seja qual for o motivo, pois as conseqüências são imprevisíveis. Com a magia não devemos nos arriscar; ou temos certeza, ou não a realizamos. Os restos de velas estão impregnados das energias mentais de quem as acendeu. Aproveitar esses restos é o mesmo que querer aproveitar os restos dessas energias; como não sabemos com qual intenção as velas foram acesas, haverá fatalmente um choque entre diversas energias.

E CONSELHOS ÚTEIS A RESPEITO DAS VELAS :
Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente JAMAIS o faça soprando a vela ; velas de ritual só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.
A vela deve ser muito bem fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas,é importante fixá-las para que não caiam ; assim, use a cera dela mesma para fixar, mesmo que esteja em candelabro. Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo ou de um vidro refratário, COM UM POUQUINHO D’ÁGUA NO FUNDO, para que a parafina não grude : havendo água no fundo (só um pouco) o que sobrar da parafina sai inteiro, sem grudar, mas sem água você só vai conseguir limpar o copo com água fervendo, porque gruda mesmo. No comércio há vidros especiais para velas de sete dias e outros tipos.
Às vezes acontece (com qualquer tipo de vela) que à medida em que ela vai se consumindo a parte já queimada do pavio vai se acumulando junto à chama, fazendo com que esta vá ficando muito forte e intensa, o que faz a vela queimar depressa demais e se esparramar, por isso é aconselhável, quando isso acontecer, cortar com uma tesoura essa parte preta do pavio já queimado.
Por precaução, especialmente nas atividades que vão requerer várias velas simultaneamente, é recomendável que se disponha de meios para enfrentar alguma provável emergência. Assim, aconselha-se que sempre se possa dispor de água suficiente para alguma eventualidade, ou então uma maneira rápida de abafar.
As velas de boa qualidade não podem ser tortas, terem rachaduras, bolhas e nem pavio muito fino, se possível as velas tem de vir dentro de caixas e não soltas como as de quilo, as velas de quilos elas ficam expostas ao vento e as mãos alheias, estão sempre machucadas, como são velas que não passam por um padrão de qualidade elas podem conter materias impróprio pra combustão, assim como pode ter bolhas internas invisíveis a olhos nu. Os materias empregados são em geral anilina ou giz de cera , o giz de cera dá a cor desejada porem influi seriamente na combustão da parafina, quanto mais próximo da transparência mais haverá pureza na parafina, portanto dêem preferência as velas com a intensidade de cor mais amena (digamos mais pálidas), as velas que tem cores fortes deve-se verificar o pavio.
Velas que não acende prontamente - JOGUE FORA A VELA, ELA NÃO PRESTA, É UMA VELA VELHA QUE FICOU EXPOSTA MUITO TEMPO A SUJEIRAS.
Procure sempre pensar na segurança em primeiro lugar, nunca deixe crianças manusear velas acesas ou fósforos, nunca coloque as velas sobre ou próximos de objetos comburentes como madeira, panos e botijões de gás, nunca acenda uma vela e saia de casa pois nunca sabemos se um acidente poderá ocorrer.

Chegaremos em um momento na Umbanda que o homem deverá estar plenamente consciente de que sua força mental é a sua grande aliada e nunca a sua inimiga. Deverá libertar-se gradativamente dos valores exteriores criados por sua mente e valorizar-se mais. Seu grande desafio é superar a si mesmo. Em vez de acender uma vela, deverá acender sua chama interior e tornar-se um iluminado e, com o brilho dessa chama sagrada, mostrar o caminho aos seus irmãos.

BIBIOGRAFIA:
Alex - Povo de Aruanda
Livro A Umbanda do III Milênio – Túlio Alves Ferreira – Editora Pensamento
Ione Aires Yananda
Electra
Alguns trechos retirados da internet, que não tinha a devida Autoria

 Todo Umbandista acende sua velinha!
Vamos hoje falar um pouquinho sobre este elemento fundamental nos rituais umbandistas: as velas.
Por que acendemos velas? O que elas representam e como atuam? Acho que muitas pessoas já se fizeram estas perguntas e outras nunca pensaram sobre o assunto. Como estamos buscando mais conhecimento e menos ações automáticas, acredito que este seja um assunto bem relevante. Então vamos lá!
A vela significa luz, atua no éter de quem recebe suas irradiações ígneas e é um simples, mas poderoso instrumento. Tal como o incenso, uma vela acesa altera o estado energético de um ambiente ou de uma pessoa. Quando está acesa, durante o dia ou noite, além de enviar nossas intensões como luz que toca outra luz em vário níveis, ela se torna uma energia contínua de nossas orações, ela se torna a vigília de nossos pensamentos, pois sempre que passarmos por ela seu brilho chamará nossa consciência de volta para o propósito de nossa solicitação ou pensamento e a sua luz atuará como um laser para concentrar a energia de nossas intenções. Portanto ela ativa nossa fé nos mantendo em sintonia com o Plano Astral Superior e é fato que uma vela acesa positivamente atrai os bons espíritos para perto. Na realização de uma oferenda as velas acesas ativam e potencializam nossas intenções.
É importante saber também que uma simples vela consiste na união dos quatro elementos. O elemento terra, ou energia telúrica, é representado pela parafina que vem do petróleo, das profundezas do planeta; o elemento ar, com a energia eólica, é representado pela fumaça que a vela exala, ainda que tênue; o elemento fogo, ou energia ígnea, é representado pela chama da vela e, finalmente, o elemento água, e a energia mineral, é representado pela combustão dos materiais da vela onde se desprendem moléculas de hidrogênio que se combinam com o oxigênio e formam a molécula de água no estado gasoso.
Além de todas essas vibrações, energias e elementos temos também a questão da pigmentação da vela onde a cor, com base na cromoterapia, mexe com nossas vibrações mental e energética. Por exemplo: a vela branca, que representa a união de todas as cores, é purificadora, traz a sensação de limpeza, claridade e estimula a criatividade; a vela amarela simboliza a alegria de viver e o alto astral; a vela cor de rosa abre o coração e estimula todas as formas de inspiração e amor, traz conforto e aconchego à alma; a vela vermelha simboliza o dinamismo, a força e a coragem e é uma boa pedida para quem está deprimido ou sem ânimo para nada; a vela azul clara traz paz e tranquilidade, estimula o crescimento pessoal e melhora o auto controle; a vela verde representa a esperança e a abundância, estimula momentos de paz e cura, traz tranquilidade e acaba com as tensões.
Espero que vocês tenham conseguido entender um pouquinho deste importante fundamento umbandista, mas como conhecimento nunca é demais, saliento que este é um assunto legal para se estudar mais afundo e detalhadamente. 

Por Mãe Mônica Caraccio

Amalas

 AMALAS (comida de "Santo")
 
A comida que se oferece ao Orixá é o Amalá e é um grande campo de força. Muita gente pensa que a finalidade de um amalá é dar de comer aos espíritos. Erro grosseiro porque o espírito de luz não tem nenhuma necessidade de comidas humanas, por não terem mais o corpo físico. O amalá é um ritual que se faz com elementos que vibram na sintonia dos espíritos, que eles usam para criar um campo de força. O amalá reúne a força do médium, do Orixá e dos espíritos que vêm aceitar e se comprometer a executar o trabalho. Muitos pais-de-santo que por um motivo ou outro não possuem terreiro, trabalham com muita eficiência somente através das entregas aos Orixás. Em momentos de dificuldade, para a cura da saúde, o equilíbrio e a paz familiar, levantar as forças pela energia, e muitas outras necessidades, um amalá bem feito e direcionado à entidade certa resolve o problema. Pela quantidade de situações fica difícil enumerá-las nesta oportunidade. Cada objetivo tem que haver um trabalho certo, com a entidade especialista, e tudo isso ainda sob a inspiração de uma intuição. Essa matéria deve ser analisada quando estivermos mais aprofundados nessas nossas conversações. Vou fazer uma observação de grande importância: o umbandista pela sua religião que manipula e usa a natureza como para seus trabalhos é um ecologista em potencial. Qualquer material não biodegradável não deve ser deixado no local da entrega do amalá, exceto as velas que se queimam e derretem. Se isso não for possível a pessoa tem a obrigação de ir um dois dias após levantar toda a entrega feita. Os materiais usados nos amalás são: velas, charutos, cigarros, fumo, caixa de fósforos entreaberta, frutas, comidas e bebidas. Todo esse material são biodegradáveis. O alguidar que é onde se deposita a comida, segundo algumas correntes, forma uma ligação do amalá com o elemento terra por ser feito de barro. Mas se a entrega for feita no chão, o contato se dá mesma forma, razão porque recomendo que ao invés do alguidar, que se faça um canto bonito com folhas naturais, como folha de bananeira e outras de forma larga, e que se use uma porunga substituindo o alguidar de barro. Deixar ponteiro e facas que não têm nenhum efeito no amalá choca com a natural energia ecológica do umbandista. Copos de vidro ou copos de plásticos também caem no absurdo e no erro, por não terem nenhuma energia. Para a bebida deve ser usado um coitê e o que sobrar na garrafa deve ser jogado em círculo em volta do trabalho.
1)- Todo amalá deve ter um objetivo específico. Não se faz um amalá só por fazer.
2)- O termo comumente usado para a feitura do amalá é “entrega”, o que não está errado considerando que estamos depositando materiais para os espíritos os transformarem em um campo de força.
3)- Deve-se imaginar que durante a construção de uma entrega o amor e carinho daquele que o está construindo, de certa forma transmite sua energia. As vibrações do Orixá ajudam a aumentar a energia do trabalho que será somado com a do espírito que for utiliza-lo.
4)- A intuição deve fazer parte da construção de um amalá. Existem receitas das entregas de cada Orixá ou espírito, mas ele não deve ser somente uma cópia. Alguns elementos que devem ser acrescentados nos amalás, desde que não fuja da vibração do orixá a quem se entrega, vem por intuição.
5)- O médium só se tornará independente, ou seja não vai depender da orientação de um espírito incorporado, quando ele souber manipular os elementos que constroem um campo de força através do amalá.
6)- Quando estivermos falando sobre os elementos usados na Umbanda, como o fundango, ponteiros, pembas e outros, vamos descobrir que eles dificilmente devem ser usados em uma entrega.
7)- Quem faz uma entrega com materiais que possam agredir a natureza não deixa de ser um baita egoísta que não se importa com a humanidade e o semelhante.

Vibracoes dos Trabalhos

Vibrações dos Trabalhos

 Manutenção da vibração da Casa

Manutenção da integridade vibratória de uma casa espiritualista de umbanda
 Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade Superior.
O que parece, às vezes, exagero do dirigente no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas e conversas fúteis, intrigas e maledicências, constitui-se, na verdade, no grande pára-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista.
Todo cuidado é pouco. Não importa quem agrade ou desagrade. Quem tem o espírito de amor e busca um Templo sério, e a verdadeira espiritualidade que conduz à evolução compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade, os ciúmes e a ignorância de si mesmo são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para desmoralização de um Grupo Espiritualista.
Diz André Luiz, pelo médium Chico Xavier que : "Caridade sem disciplina é perda de tempo".
A corrente é a grande força do Templo Umbandista. Na verdade, a corrente merece mais cuidados que as paredes e toda a estrutura física do Templo. Tudo gira em torno dela. Se um elo dessa corrente estiver fraco, obsediado, pode desestruturar todo o trabalho e dar acesso às energias negativas mais amplas que, muitas vezes, conseguem prejudicar a vida de muitas pessoas ligadas a casa espiritual. Devemos sempre lembrar: "Ninguém é tão forte como todos nós juntos".
Para manter a Corrente sempre iluminada a disciplina tem que ser rigorosa, e o seu princípio está no respeito à hierarquia. O membro da Corrente que não se sinta inserido nesse campo de atividade de acordo com as normas da Casa deve se afastar, pois será melhor para ele, e evitar-se-á problemas futuros mais graves, bem como a possibilidade de entrada de quiumbas por tele-mentalização nesses médiuns desavisados.

 Egrégora: A corrente que sustenta a Umbanda
Se você é pai no santo ou médium freqüentador de algum terreiro, já deve ter pelo menos ouvido alguém dizer:
-"Olha a corrente, gente ! Vamos concentrar"!
Você sabe realmente o que isso quer dizer? Muita gente (até as que falam) não sabe!
O que é essa tal de "corrente"? Será uma corrente de ferro ou de fibras que se forma no invisível? Será uma corrente que vai prender os espíritos? Será? Será?
Na verdade, quando um dirigente (quando bem preparado) chama a atenção para a "corrente" é porque ele sentiu uma queda ou diminuição na energia ambiental (EGRÉGORA) que deve ser mantida pelos médiuns em um potencial elevado, de forma a manter os trabalhos em nível adequado, até mesmo por uma questão de autopreservação.
Essa questão da "corrente" ou egrégora é tão importante que vamos nos aprofundar um pouco mais no assunto para que você possa perceber, se orientar e orientar a outros.
Vou tomar como exemplo uma gira de Umbanda, mas advirto que você pode adaptar minhas explicações para entender práticas espirituais, inclusive das Igrejas Evangélicas que fazem curas etc.
Vamos considerar um grupo de 10 pessoas e partir do princípio de que TODAS ESTÃO UNIDAS POR UM MESMO IDEAL. Isso é a base de tudo !
Criada a egrégora como já vimos antes (pela união dos pensamentos direcionadas aos mesmos fins), cada vez mais energias de mesma sintonia são atraídas para o ambiente. Essas energias somadas atuam imediatamente nas pessoas que ali estão e em alguns casos, se for bem forte já começam a operar alguns "milagres", desde que as pessoas estejam em estado de recepção (concentradas no ritual e ansiando por receberem um bem). As entidades (aí eu já estou falando de seres espirituais) afins penetram e até são atraídas para o interior.
Entidades inferiores tendem a ser barradas por uma força invisível (a energia) que a princípio é incompatível com suas vibrações (isso se tudo estiver "correndo bem").
Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
As entidades afins usam parte dessa energia para auxiliar os que ali estão na medida de suas possibilidades.
A técnica usada nos terreiros de Umbanda e Candomblé para formar a egrégora inicial (quando os grupos são bem dirigidos) está baseada nos rituais de "abertura". Já nas Igrejas Evangélicas e outras, consiste basicamente nas pregações, que fazem com que os adeptos se concentrem ou dirijam seus pensamentos de acordo com a "pregação".
Se você for um estudioso e não carregar preconceitos, notará que nessas "pregações" há sempre um direcionamento do raciocínio dos ouvintes de forma a fazê-los pensar positivamente e acreditarem firmemente na possibilidade de alcançarem os bens que foram procu-rar. Nesse momento, embora nem saibam às vezes, estão gerando a egrégora.
Fazer com que a assistência participe ativamente, pensando positivamente, deve ser parte obrigatória de TODAS as giras de Umbanda.
Essa no entanto é uma prática esquecida e o que vemos em muitos terreiros é uma assistência quase que sempre alheia, só participando em alguns momentos, de preferência quando vêm de encontro ao que lhes interessa.
Dessa egrégora, como já disse, são retiradas as energias para a realização dos trabalhos, o que vale dizer que se essa energia não for forte o suficiente, o mínimo que pode acontecer é acontecer nada.
Por outro lado, se a corrente ou egrégora das "giras" não for suficiente, várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores conseqüências dos trabalhos realizados sem a devida segurança.
Veja abaixo alguns tipos de complicações que podem ocorrer.
Complicações que podem ocorrer ainda dentro da sessão:
a) Médium dirigente e/ou médiuns auxiliares não conectados positivamente com suas entidades de guarda o que pode provocar de imediato incorporações insatisfatórias, e insegurança.
b) Perturbações por intromissão de entidades do Baixo Astral que encontram entrada fácil nesses casos.
c) Problemas com médiuns e/ou assistência com relação até mesmo à integridade física, pois não é raro em sessões dessa natureza, haverem manifestações turbulentas de entidades descontroladas e médiuns idem.
d) Cansaço físico de dirigente e médiuns ao final dos trabalhos pela perda energética sofrida. O normal é que quando se encerram os trabalhos, todo os médiuns se sintam em perfeitas condições físicas e, não se tratando de trabalhos de descarga e desobsessão, é normal até que saiam sentindo-se melhor do que quando chegaram, justamente porque conseguiram atrair uma grande quantidade de energia positiva da qual todos poderão desfrutar.
Observação: Existem mais situações que podem acontecer, mas vamos ficando por aqui pois só as citadas já darão como conseqüências as que vêm após.
Complicações que podem ocorrer com a continuidade dos problemas:
a) Enfraquecimento crescente dos contatos entidade/médium.
b) Corpo mediúnico cada vez mais inseguro.
c) Dificuldades crescentes para a realização de trabalhos.
d) Problemas começam a surgir na vida material de todos.
e) Discórdias entre o grupo começam a gerar desentendimentos maiores.
f) Formam-se grupos dentro do grupo dividindo a energia ao invés de somá-la.
g) Doenças e dificuldades começam a aparecer.
h) Como os contatos espírito/médium já não são tão positivos, torna-se difícil ou impossível a solução de problemas que antes eram nada (aí, não raramente começam a se consultar em outros lugares).
i) Para sintetizar: Todos serão altamente prejudicados por seus próprios atos e desunião e, como ocorre normalmente, ao final ELEGERÃO SEMPRE UM CULPADO - ou o dirigente ou a própria Umbanda (no nosso caso).
Ainda sobre a egrégora de terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas "firmezas" ou "assentamentos" que devem ser tratados, reforçados e respeitados.
Mais uma explicação.
Assentamento, como muitos podem crer, não é prática exclusiva das religiões Afro. Até mesmo elas "importaram" essa prática de Seitas e Religiões muito mais antigas.
Se os assentamentos estiverem bem "sintonizados" com as energias e entidades para os quais foram dirigidos, sabendo o/a dirigente acioná-los, eles serão de grande importância (caso contrário serão meros ocupantes de lugar) pois poderão trazer para o ambiente essas energias e entidades que beneficiarão sobremaneira a realização de trabalhos positivos.
Para resumir e ficar bem entendido, observe o seguinte:
a) Energia positiva atrai energia positiva (o oposto também vale).
b) Pensamentos (que geram energia) positivos atraem energias e fatos positivos (ou negativos...). c) Medo, insegurança e discórdias quebram a rotina da criação e da ação de energias positivas.
d) Fé (certeza, convicção) provoca sempre a criação de energia e, quanto maior for, maior será a ação dessa energia.
e) Egrégoras são energias que podem ser geradas e fortalecidas a cada dia. Se elas serão positivas ou negativas, dependerá de quem as criará.
f) Egrégoras (se positivas) são de utilidade total em qualquer reunião para trabalhos mediúnicos. Quanto mais fortes, maior o auxílio que podem prestar.
g) Egrégoras formam-se até mesmo em sua casa, seu ambiente de trabalho etc. Só que nesses casos, como não costuma haver um direcionamento das energias que a formarão (a não ser em poucos casos) elas correm o risco de serem negativas.
h) Grupos desunidos, por mais forte que queira parecer o dirigente, estarão sempre a um passo da derrota em função de não conseguirem gerar o ambiente propício para a presença de verdadeiros Espíritos Guias.
i) A disciplina e a união em torno de objetivos comuns são parte sólida da base que construirá o verdadeiro Templo - aquele onde comparecerão sempre os verdadeiros Amigos Espirituais.
Texto Extraído do livro:
Umbanda sem medo Vol. I
Claudio Zeus

Desligando-se de Problemas nas Sessões
Nas reuniões que promovem trabalhos espirituais é importante que os envolvidos se abstenham de lembrar de seus problemas. Pois, tais ambientes precisam de paz e de concentração, e não de vibrações que tragam angústia e preocupação.
Entretanto, muitos podem perguntar com alguém com sérios problemas, como dívidas a pagar, desemprego, doenças e situações difíceis na família pode se concentrar devidamente frente a tantas questões.
Se por outro lado notarem que a pressa é inimiga da razão e que o desespero não é solução, se fosse já estariam com os problemas resolvidos, cabe lembrar que o raciocínio se processa com mais eficiência com a mente em equilíbrio.
Sendo assim, ao participarem de trabalhos mediúnicos, entendam que estão ingressando em breves momentos de tranqüilidade e de paz amparados pela espiritualidade, tão necessários ao equilíbrio das mentes, do corpo denso e do espírito. Abstenham-se de conturbar esse momento, tirando-lhes o próprio direito de algumas horas de serenidade.
E justamente nesses momentos de paz e de reflexão é que surgem muitas respostas, ou então, que são plantadas diversas soluções que vão frutificar com o tempo.
Dessa forma, quando se desligam dos problemas ao participarem de trabalhos espirituais, não estão apenas intensificando a caridade que praticam, fortalecendo boas vibrações. Estão plantando também, na própria mente, as sementes da razão num clima de paz, cujos frutos poderão lhes trazer a tranqüilidade que tanto almejam.

Um Espírito Amigo
Hur-Than de Shidha, publicada no livro
"Sabedoria da Criação" - Ed. do Conhecimento

Banhos

 BANHOS
BANHOS DE DEFESA
É importante que os filhos de fé tomem banhos de defesa, pelo menos nos dias de trabalhos espirituais.
Esses banhos devem ser preparados da seguinte forma:
1. Acender uma vela branca para o anjo da guarda com um copo de água ao lado direito da vela, pedindo ao anjo a proteção.
2. Colher as ervas em números 1, 3, 5, 7 ou 9 qualidades, pedindo licença antes de apanhá-las e cortá-las com as mãos, e jamais com facas, tesouras, etc.
3. Lavar bem as ervas com água corrente.
4. Para ervas verdes: Masserar as ervas com água, deixa-las descansando até a vela queimar, pode-se misturar água quente para tomar o banho.
5. Para ervas secas: Ferve-las na água e deixar descansando até a vela terminar de queirar.

O banho deverá ser tomado logo após o banho normal, do pescoço para baixo. Se usar as ervas para o banho, as mesmas devem ser jogadas em água corrente, rio, ribeirão ou colocadas no jardim de uma praça. Se as ervas forem coadas antes do banho podem ser jogadas no lixo.
Durante o banho, pedir ao anjo da guarda, ao Senhor Ogum, à São Miguel Arcanjo que limpe e descarregue toda a matéria das cargas espirituais e materiais, inveja, mal olhado, cargas de exu, cargas de egum. E à Oxossi, rei das matas, uma boa vibração na aura para que possa trabalhar com a mais perfeita incorporação.
Obs.: Não se deve molhar a cabeça, porque muitas ervas não podem ser empregadas na nossa coroa, por isso fazemos o amaci (banho de cabeça), onde as ervas são apropriadas para esse fim.
 Pequeno Histórico sobre o uso dos Banhos
O banho é a renovação do corpo e da alma, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço, a alma fica também apta a vibrar harmoniosamente. Os antigos hebreus já usavam as abluções, que não deixavam de ser banhos sagrados. Moisés, o grande legislador hebreu, impôs o uso do banho em seus seguidores.
O batismo nas águas ministrado por São João Batista, no Rio Jordão, era um banho sagrado, pois o batismo nas águas senão o banho mais natural (e porque não o primeiro banho purificador do ser humano nos dias de hoje, afinal, se batizam crianças ainda pequenos) que conhecemos, purificador do espírito, mente e do corpo.
Os banhos sempre foram um potente integrante do sentimento religioso, haja vista os povos da Índia milenar serem levados a banhar-se nas águas do rio sagrado, o Ganges, cumprindo assim parte de um ritual que, para eles, é indispensável e sagrado. Há em toda a época antiga um Rio Sagrado, no qual os povos iam se banhar para purificar-se física ou mentalmente. Na África, a água é tida como de grande poder de força e de magia. Vemos até hoje nos candomblés as Águas de Oxalá. Águas nos potes e tigelas, além de mirongas com água e axé. E quem nunca viu ou ouviu falar em lavar com água-de-cheiro as ESCADARIAS DO SENHOR DO BONFIM, em Salvador na Bahia ?
Para nossos índios, hoje os Caboclos da Umbanda, o banho de Rio era alegria, prazer, lazer, satisfação e descarga. O rio Paraíba é um rio sagrado para os Tupinambás. Nele os índios faziam (ou fazem) seus rituais secretos.
A Utilização dos Banhos em qualquer época, nos Centros e Terreiros de Umbanda, os banhos tem sido de grande importância na fase de iniciação espiritual; por isso, torna-se necessário um grande conhecimento do uso das ervas, raízes, cascas, frutos e plantas naturais.
E como já sabemos, os banhos de ervas devem ser preparados por pessoas especializadas dentro dos terreiros ou por você mesmo(a). Se forem preparados por outra pessoa, que ela esteja com o seu corpo físico e seu corpo astral purificados, pelo menos pelo banho de uma erva, e livres de excitações sexuais; nem por mulheres na fase de menstruação (corpo liberto). A orientação e o uso das ervas são atribuições dos GUIAS ESPIRITUAIS, das ENTIDADES e dos ORIXÁS, através dos Chefes de Terreiros.

Alguns Tipos de Banhos Banhos de descarga
O mais conhecido, e como o próprio nome diz, o Banho de Descarga (ou descarrego) serve para descarregar e limpar o corpo astral, eliminando a precipitação de fluídos negativos (inveja, ódio, olho grande, irritação, nervosismo, etc). Suprime os males físicos externamente, adquiridos de outrem ou de locais onde estiverem os médiuns. Este banho pode ser utilizado por qualquer adepto da Umbanda, desde que seguindo as recomendações das Entidades/Guias Espirituais.

Banhos de ritual
É o banho de incorporantes (médiuns de incorporação). Esses banhos têm a função de estimular os fluídos da mediunidade, ativando, revitalizando as funções psíquicas para uma excelente trabalho de ritualização dos Guias Espirituais e é também recomendado para ativar e afinizar as forças dos Orixás, Protetores de Cabeça e do Anjo da Guarda.

Banhos de iniciados (Médiuns Coroados)
Este tipo de banho deve ser utilizado nos centros e terreiros de Umbanda por seus aparelhos, médiuns, iniciados dentro da Lei da Umbanda. Ele propicia o equilíbrio entre a aura do corpo mental e a aura do corpo astral. Equilibra, de maneira satisfatória, a incorporação das Entidades em seus aparelhos mediúnicos (filhos-de-santo) .
É um banho para ser usado com muito critério e cautela, pois para cada tipo de Entidade Espiritual é destinada uma planta ou várias plantas, num conjunto ritualístico, as ervas dos Orixás de Cabeça.

Banho de amaci
Aqui especialmente tratado Banho de Amaci é o banho mais conhecido pelas pessoas que começam a freqüentar os Centros de Umbanda e que somente deve ser preparado por uma Entidade Espiritual ou pelo Guia Chefe do Terreiro, Pai/Mãe-de-Santo, Zelador(a) do Terreiro, Babalaô ou Chefe de Culto. É o banho que pode ser preparado da cabeça aos pés, ou simplesmente da cabeça, porque é preparado de acordo com a casa, com os Orixás protetores para o desenvolvimento e firmeza da mediunidade de cada filho, O banho de amaci é próprio para a cabeça onde reside o nosso Santo Protetor, nosso Guia Espiritual. Só podem tomar o banho de amaci aqueles que forem freqüentar e desenvolver- se na gira de Umbanda, no Centro ou Terreiro. O próprio adepto não deve nunca prepará-lo e nem tomá-lo em casa; existe todo um ritual para que seja feito o amaci da Umbanda, isto é, ervas selecionadas, bem como dia e hora apropriados, e demais requisitos que o banho exige.

Banho de Rosas
Quem nunca tomou um bom banho de rosas? Mais do que isso, quem nunca utilizou estas flores para decorar, harmonizar, perfumar ou romantizar um ambiente? Pois é, as rosas expressam as emoções do amor e da vida e quando bem utilizadas podem nos proporcionar enormes benefícios. Mas afinal, rosas de qual cor devem ser usadas e em que situações? Vejam só:

Rosas Brancas trazem o sentido da Pureza e da Paz. Facilitam a paz interior e ajudam a entrar em conexão e contemplação com o eu interior. Protegem contra energias negativas, purificam os sentimentos, acalmam e trazem o sentido da compaixão estimulando o perdão. São ligada à harmonia e à espiritualidade superior. Podem ser usadas em crianças e até bebês. O banho com rosas brancas é eficaz contra alergias de pele e coceiras. Colocadas nos ambientes atuam contra as energias maléficas e acalmam as pessoas que estão ao seu redor. A rosa branca esta ligada a Yemanjá e a Oxalá.

Rosas amarelas significam Felicidade e Amizade. Tanto em banhos como colocadas em ambientes trazem bem estar, alegria, sensação de leveza e ajudam a ativar as energias universais da prosperidade. O banho equilibra o espírito e a mente e é excelente para limpeza espiritual. A rosa amarela esta ligada a Oxum e Yansã.

Rosas cor de rosa estão ligadas à Amizade e ao Carinho. Facilitam a conexão com a chama trina e com a divindade interior. Desenvolvem sentimento de amor próprio, humildade e passividade. Ajudam a reconhecer os erros e a perdoar os fatos negativos da vida. A rosa cor de rosa está ligada a Oxum e aos Ibejis.

Rosas vermelhas significam Amor e Paixão, são um modo mais direto de dizer “Eu amo” alguém, algo, a vida, o trabalho, ou qualquer outra coisa. São totalmente indicadas para as pessoas que perderam a paixão pela vida. Ajudam a desenvolver a sensualidade, e despertam a libido. É um banho estimulante que tem o poder de desbloquear os chacras e livrar a aura de miasmas espirituais, deixando a pessoa “descarregada” de energias negativas. É ótimo contra depressão. A rosa vermelha está ligada a Yansã, aos Ciganos e às Pombagiras.


Firmar a cabeca

 Concentração, firmar a cabeça

Concentrar-se significa direcionar o seu pensamento a algo pré-determinado. Quando dominamos a nossa mente e fazemos esse exercício freqüentemente, aprendemos a controlá-la, controlando-a para aquilo que necessitamos.
Direcionando a palavra "concentração" para o nosso estudo, entende-se como: 
"ligar na tomada". Exemplo: ao chegarmos da rua para os trabalhos espirituais, devemos desde o portão de entrada, doutrinar a nossa mente ao esquecimento e desligamento dos problemas do cotidiano existentes na nossa vida, e direcioná-la, apenas, naquilo que se refere a Umbanda. O primeiro momento de concentração deve ocorrer na Casa de Exu, onde através de preces, orações e saudações, pedimos a esta linha, que comecem por nos limparem de todas as energias e influências negativas que acumulamos no nosso dia-a-dia. Existem várias formas para essa prática:
- Simplesmente entrar no recinto e orar (pedir)
- Acender uma vela, oferecendo-a ao seu Exu, fazendo os seus pedidos; ou
- providenciar sua prateleira e trata-la com pinga, flores, etc...

Ainda concentrados, devemos entrar no terreiro e fazer as saudações de acordo com o que foi ensinado, mantendo sempre as conversações em tons moderados e sem desviar o assunto para aquilo que não faz parte da nossa religião ou do trabalho que será efetuado naquele dia ou daquela noite. No inicio do trabalho, já suficientemente concentrado, cada médium, deve dirigir o pensamento em atenção aos rituais de abertura, pontos, orações e defumação, pois são esses os tópicos que determinarão o direcionamento da gira, assim como, do médium a levar todos os nossos pensamentos (a concentração) para o reino qual está sendo cantado, orado e vibrado:
- quando Oxosse, direciona-se o pensamento às matas;
- quando Ogum, direciona-se o pensamento às estradas, matas, rios, mar, etc... - quando Xangô, direciona-se o pensamento às pedreiras, campos e topo de montanhas.

Fundamentos do Terreiro
O Terreiro tem vários fundamentos que servem para nos trazer firmeza durante todo e qualquer trabalho que seja realizado ali dentro. Distribuídos em locais específicos e por todo o ambiente, os assentamentos, firmezas e fundamentos, garantem a segurança para todos os médiuns e para toda a assistência. Alguns, estão localizados dentro do centro, outros ao lado de fora, portanto desde que chegamos no centro temos que mudar nossas posturas, direcionarmos nossos pensamentos aos Orixás e evitar brincadeiras e conversas que não farão partes aos trabalhos.

Atos de respeito

ALGUNS ATOS DE RESPEITO
  O ato de "bater a cabeça" 
Antes da abertura dos trabalhos religiosos, os médiuns devem bater cabeça para os Orixás perante o Congá. Para isso, o médium deve posicionar-se de bruços e deitado em frente ao Congá, com as mãos no mesmo nível que a cabeça. Nesse momento, o ato de bater cabeça representa um ato de humildade, obediência e resignação aos preceitos religiosos da Umbanda.
Deve-se, em uma rápida prece mental, pedir a licença para trabalhar “neste chão” e pedir auxílio a Deus, aos Orixás e aos Guias espirituais, para um melhor desempenho de nossas funções mediúnicas, recebendo o axé dos Orixás donos deste Templo Sagrado.
Há outras circunstâncias em que se realiza o ato de bater cabeça. No momento de incorporação de um guia, um médium deve bater cabeça para a entidade, saudando-o e pedindo sua bênção.
Há momentos em que se bate cabeça para o Morubixaba do Terreiro em sinal de respeito (vale observar que o respeito ao seu “Pai de Santo” é fundamental e definitivo no caminho da espiritualidade, pois ele é o condutor de sua vida espiritual e religiosa).
Nossa religião é ritualística, então se no inicio batemos a cabeça para pedir licença, proteção e bons trabalhos, no final batemos a cabeça agradecendo pelos trabalhos e pedindo a proteção até a próxima gira.

Joelhos ao chão sim !!!

Dentro das várias ritualísticas que se desenvolvem nos terreiros de Umbanda é comum vermos, principalmente no início e término dos trabalhos espirituais, o corpo mediúnico com os joelhos no chão. Alguns veem esta postura como arcaica e sem sentido, porém, nunca se deram ao trabalho de analisarem detidamente tal comportamento.
É de conhecimento geral que as primeiras religiões do globo terrestre já inseriam a genuflexão em seus rituais como exteriorização de respeito junto ao Criador e também manifestação de humildade que todos devem ter , seja para com o Divino, seja para com o próximo. Da mesma forma, o ato de postar-se faz ver aos fieis que assistem uma manifestação de religiosidade a seriedade, o respeito e a simplicidade do sacerdote e dos médiuns frente ao plano espiritual superior. A implantação do ajoelhar-se tem como finalidade mostrar a Deus e à Espiritualidade todo o nosso carinho, obediência, respeito e amor, além do quanto somos pequeninos diante do universo criado por Ele. Também serve para passar à assistência que aquele espaço de caridade tem a exata noção do papel que desempenha como instrumento de trabalho dos bons espíritos.
Infelizmente, é do conhecimento de todos que ao lado de criaturas humildes, simples, meigas e caridosas que estão sempre dispostas a dar seu suor à Umbanda existem outras tantas orgulhosas, vaidosas e “auto suficientes” que procuram a todo custo imporem-se aos demais, maximizando suas “qualidades” e minimizando as virtudes alheias. Ostentam falsas conquistas querendo submeter todos aos seus caprichos. Contudo nada mais doloroso e incomodo para essas pessoas do que ficar em posição de subserviência e aparente inferioridade. Tal postura lhes sangra a alma e lhes oprime o pétreo coração. Suas visões ofuscadas não conseguem enxergar que tal rito é para o seu próprio bem, para sua própria libertação dos sentimentos mesquinhos e posterior elevação espiritual, pois auxilia na quebra da vaidade e da soberba.
Alguns até podem dizer que ao postar-se de joelhos o médium pode ter em mente pensamentos diametralmente opostos àquela posição. Mas aí, meus irmãos, é que se inicia o processo de assepsia e lapidação dos arrogantes e vaidosos, levados a efeito pelos amigos de Aruanda que, assim, dão luz a estas pessoas reconduzindo-as ao rebanho Divino. Joelhos ao chão sim !!
RESPEITO À NATUREZA É BOM E NÓS GOSTAMOS
Oferendar aos Sagrados Orixás e Guias Espirituais é uma das coisas mais belas e importante que o umbandista de fé tem em sua caminhada espiritual.
Os PONTOS DE FORÇAS DA NATUREZA são um recurso natural da religião onde ao oferendar um Orixá ou Guia recebemos o seu Axé, consagramos objetos para assentamentos e elementos de trabalho, descarregamos nossas energias negativas, sendo o ponto de força da natureza o último recurso contra as investidas das trevas, colocados à disposição de todos 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias e 6 horas por ano. – Que benção.
Porém a CONSCIENTIZAÇÃO de como ENTRAR e SAIR nesses campos vibratórios, de como FIRMAR ou OFERENDAR Forças Divinas e de PRESERVAR A NATUREZA se faz necessária.
Vejamos, de que adiantaria levar uma linda oferenda às matas com muitas flores, frutas, bebidas e velas, se ao sair, as matas pegam fogo. Será que isso é Axé? Será que Oxóssi ficará satisfeito? Será que seremos beneficiados dos Poderes Divinos?
Outro exemplo são as oferendas a Iemanjá com lindas flores, perfumes, barquinhos. - Será que Iemanjá gosta do perfume ou do vidro de perfume? Será que Iemanjá vai atender aos pedidos dos “barquinhos de isopor”, que demoram centenas de anos para se decompor poluindo suas águas, ou atenderá aquele pedido feito sem exagero mas com fé e respeito à natureza?
IRMÃOS DE FÉ, É NECESSÁRIO O RESPEITO PELA NATUREZA.
A UMBANDA NÃO ESTÁ DENTRO DOS TERREIROS LIMITADA EM QUATRO PAREDES, ELA ESTÁ NA NATUREZA, NO TEMPO, NO CAMPO SANTO.
Não podemos dizer que somos umbandista se degradarmos as matas, os rios, mar, cachoeiras, jardins, ruas, cemitérios, avenidas, encruzilhadas,....
Não podemos pedir ou exigir respeito se não respeitamos o próximo, se não respeitamos as vias publicas e residências, afinal você gostaria de encontrar um “trabalho” arriado em sua porta?Para ser umbandista basta “AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO, RESPEITAR A NATUREZA E A DEUS ACIMA DE TUDO.”

As guias

 AS GUIAS (COLARES)


As guias usadas pelos médiuns, para defesa ou para trabalhos são colares feitos de materiais facilmente imantáveis, condutores de correntes magnéticas, que neles ficam impregnados. Ajuda na invocação dos protetores, na concentração, na harmonia vibratória, captando e emitindo bons fluídos, formando estes um círculo de vibrações benéficas ao redor da pessoa que os usa.
Para tanto, as guias devem ser confeccionadas de matéria natural, não artificial. Pode ser de pedras comuns, semi-preciosas (quem puder), frutos, sementes, cipós, vidros, cristais, conchas, animais marítimos, etc., porém jamais de plástico, pois este não é substância imantável, mas produto químico inócuo. Cada linha, falange ou povo tem seu material natural apropriado que, principalmente são:

a) Oxalá: cristal branco, contas brancas, ouro.
b) Iemanjá: conchas, búzios, plantas, prata e animais marítimos, cristal azul.
c) Ogum: bolinhas ou pedaços de ferro e aço, cristal vermelho.
d) Oxossi: pedaços de cipó, galhos, frutos duros,. sementes, etc., colhidos na mata, dentes de anta, cristal verde.
e) Xangô: pedras e seixos de cor marrom de rios e pedreiras, cristal marrom.
f) Baianos: coquinhos, frutos e semente de plantas nordestinas.
g) Pretos-Velhos: lágrimas ou contas de Nossa Senhora (contas de rosários).
h) Crianças: bolinhas e coraçõezinhos de vidro, metal, sementes, etc., cristal nas cores branca, rosa e azul.
i) Exus: sementes denominadas “olho de cabra” e metais.


Quando o médium trabalhar com orixás (protetores) cruzados, isto é, com duas ou mais linhas ou povos, também cruzará (se quiser) as contas das guias, intercalando nas quantidades de 3, 7 ou 9.
Na hipótese de serem feitas com outro material (nunca de plástico ou produtos químicos), vidro por exemplo, as cores são:

Oxalá: branca
Nanã Buruquê: roxa
Iemanjá: azul clara
Oxum: azul escuro
Xangô: marrom
Ogum: vermelha
Erê: rosa, azul e branca
Oxossi: verde
Exus: preta e vermelha (encruzilhada); preta e verde (mata); preta e roxa (cemitério)
Iansã: amarela ;
Omulu e Pretos-Velhos: branco e preto 

Roupa Branca

Roupa Branca
 A Roupa Branca
Por causa de Oxalá, a cor branca está associada ao candomblé e aos cultos afro-brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos.
Além disso, quando da manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, no momento em que expressou as diretrizes da nova religião, a Umbanda, ele sugeriu que todos os médiuns, sacerdotes ou pessoas que participassem das sessões vestissem roupas de cor branca.
A cor branca sempre foi usada desde os tempos remotos para simbolizar a paz e a fraternidade. Nas antigas ordens religiosas do Oriente, encontramos a cor branca como sinônimo de elevada sabedoria e alto grau de espiritualidade. Os Magos Brancos da antiga Índia eram assim chamados por utilizarem sua magia sempre para o bem, e suas vestes sacerdotais eram sempre brancas. Também consideramos que a cor branca dá a sensação de limpeza, beleza, paz e harmonia, por isso, tantos profissionais a utilizam para representar sua ação, como a área médica e a de ensino. Há, ainda, uma razão científica para o uso dessa cor. Segundo estudos e pesquisas elaborados pelo cientista Isaac Newton, descobriu-se que, quando a luz solar (branca) passa por um prisma de cristal, desdobra-se a cor matriz (branca) nas cores do arco-íris, provando assim que a cor branca contém dentro de si todas as demais cores.


Em outras palavras...

tao_01Essas duas cores representam à união e a ausência de todas as cores e nos levam ao plano iniciatório ultrapassando a dualidade. São as cores do universo simbólico representado no tabuleiro do Xadrez, no preto que é luto no ocidente e no branco que é o luto no oriente, no branco que é a cor do vestido da noiva e no preto que a cor do fraque do noivo, no preto que é a noite insondável e no branco que é a neve que reflete a luz fria em altitudes inatingíveis. O branco e o preto se alternam quando a palheta de cores atinge certa rotação, formando um desenho preto-branco e branco-preto criando uma nova unidade de cor. O branco é a pureza e o preto é atração magnética que tudo absorve, é o feminino e o masculino, o positivo e o negativo, o oriente e o ocidente, o yin e o yang, o sol que reflete a luz e a lua que absorve a claridade, é a presença e a ausência.- Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade, esterilidade, rendição.- Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério.Na Umbanda usa-se como roupagem para os médiuns apenas roupa branca, representando a simplicidade e humildade. O branco representa e é a cor de Oxalá e além do sentido da pureza e da reverência ele traz a proteção espiritual para o médium, pois o branco É IRRADIADOR POR SI SÓ formando um campo de força único, fazendo com que o baixo astral não consiga enxergar ou caracterizar o médium protegendo-o dos ataques espirituais. A cor branca resulta da sobreposição de todas as cores, enquanto o preto é a ausência de luz. Uma luz branca pode ser decomposta em todas as cores (o espectro) por meio de um prisma. Na natureza, esta decomposição origina um arco-íris.
Na Umbanda por exemplo, aquela trazida pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas, não é comum o uso de fantasias, adornos, enfeites, objetos brilhantes e coloridos, ou afins, como se verifica no candomblé ou kimbanda por exemplo, onde cada qual segue sua ritualística. Pode ocorrer de uma preta velha solicitar uma saia ou um lenço para simplesmente amarrar os cabelos... Mas uma outra visão sobre a vestimenta e apetrechos materiais utilizados pelos Guias Espirituais são como condensadores de energia, sendo um modo de concentrar-la e depois enviá-la ou dissipá-la no elemento apropriado.
Deve-se ficar atento diante das solicitações espirituais para que não haja influência do próprio médium perdendo todo o efeito de realização e descaracterizando a Umbanda de sua simplicidade, pois como diz seu Zé, vestir branco é o branco interno e não o externo.
No entanto a roupa branca quando destinada aos trabalhos caritativos deve ser usada única e exclusivamente na hora dos trabalhos mediúnicos.



Mônica Caraccio